Mensagem para o Senador: PMDB & Impeachment (1)

Caro Senador,

Deverá ser elaborado um painel com os nomes dos parlamentares favoráveis e contrários à abertura do processo de impeachment. Leonardo Picciani, líder do PMDB na CD, é contrário.

O Governo é pela convocação do Congresso no recesso. A oposição é contra a convocação. A oposição poderá ser a favor, todavia, conforme a definição da pauta: favorável se for para votar as pedaladas de 2014, mas não para votar o impeachment.

Renan Calheiros parece contrário à convocação do Congresso. Renan visitou o Jaburu logo depois que Cunha deflagrou o processo de impeachment. São sinais sugestivos de que Renan seja favorável ao impeachment. Mas há dúvidas. . .

O PMDB move-se muito timidamente, ou move nos dois sentidos, pró e contra. Há rumores de que na escolha dos oito membros que comporá a bancada do partido no Conselho quatro serão favoráveis ao impeachment e quatro serão contra. Mesmo neste momento de crise tão aguda, o PMDB mostra-se incapaz de assumir uma posição clara na resolução dela.

É um partido de líderes frouxos e quadros oportunistas, quando não comprometidos com o que há de mais nefasto na política brasileira. Não há mais lideranças fortes, como Ulysses e Quércia, capazes de assumir posições claras pelo que viam como o bem da Nação. Renan e Cunha, os dois pilares centrais do poder partidário, nem falam no bem da Nação, nem no interesse da maioria do povo brasileiro; andam mais preocupados com sua própria pele porque metidos no que há de mais nefasto.

Os peemedebistas sabem que são o fiel da balança; os peemedebistas, como a maioria dos brasileiros, não acreditam mais no governo do PT; mas os peemedebistas frouxos e oportunistas querem que o poder lhes caia no colo por gravidade, sem que façam maior esforço, para não parecer que conspiram, para não parecer que traem. Daí essa sua lentidão, essa sua ambiguidade, essa sua duplicidade tão enervante.

Abr.,

João.