Situação Internacional

 

João da Silveira

Captura de Tela 2018-09-19 às 18.15.11

 

Seg. 3 R.I.P. McCAIN : HERÓI AMERICANOSpengler diz que serviços funerários são para o benefício dos vivos. Não são para benefício do morto. Requiescat in paceo morto em latim; Rest in peaceo defunto em inglês, mantidas as iniciais; descanse em paz o corpo, em português e outras iniciais, D.E.P! É isso aí. O funeral de John McCain foi o mais ostentoso que o establishment imperial americano já fez para um que nunca foi imperador. Foi mais ostentoso até que o de Gerald Ford, o vice-presidente que assumiu o Império quando sucedeu a Richard Nixon. Portanto, o funeral de McCain foi, sim, em benefício do establishment, que está, curiosamente e segundo Spengler, a um passo de seu próprio R.I.P. ou D.E.P. Henry Kissinger esteve lá e discursou. Donald Trump não esteve lá. O destino do establishment está agora nas mãos de Trump, sobre quem Kissinger falou assim em julho: “Eu acho que Trump pode ser uma daquelas figuras históricas que aparecem de tempos em tempos para marcar o fim de uma era e forçar o abandono de velhas pretensões. Não quer dizer necessariamente que ele saiba disso ou que esteja considerando alguma grande alternativa. Pode ser só um acidente.” Que pretensões? Pretensões imperiais? Pode ser? Ou será que Trump é que está nas mãos do establishment? Também pode ser. . .

O SALÁRIO VITAL : “Salário vital” é tradução ao pé da letra de living wage. Também pode-se dizer “salário de manutenção da vida” ou “salário mínimo de sobrevivência”, cuja exata expressão em inglês é minimum wage. Assim sendo, “salário vital” = “salário mínimo”. Os brasileiros sabem o que é o salário mínimo, o salário da mínima sobrevivência. A mínima sobrevivência num mesmo local, como em, por exemplo, Minneápolis, é uma coisa no verão e outra completamente diferente no inverno. Bill Bonner discute o absurdo de um salário mínimo nacional, ou seja, no espaço e no tempo.Mesmo sendo absurdo, ele dá sua receita para resolver o problema da desigualdade na renda nos Estados Unidos, propondo uma distribuição em seis categorias que vão de 30 mil dólares anuais na mais baixa a 100 mil dólares na mais alta. Coisa maçante. A diversão está na distribuição dos seres, ou seja, em quem ele põe nessas categorias. Vejam só. Entre os que ganhariam 100 mil ele pôs: empreendedores (como ele próprio), poetas, inventores, e metafísicos malucos. Entre os que ganhariam 30 mil ele pôs: empregados do governo (aqueles não incluídos nas categorias anteriores), políticos, traficantes de drogas, melhoradores do mundo, economistas, contraventores, psicanalistas, sociólogos, cientistas políticos, pesquisadores de opinião e artistas vigaristas. . .

 

Ter. 4 CINZAS DO MUSEU NACIONAL : Pois é, deu no NYTimes o que não precisava dar se o Brasil tivesse governantes responsáveis; um presidente, um ministro da cultura, um reitor de universidade, um chefe de museu, hierarcas responsáveis… Esses o Brasil não tem, sorry, porque não se cobram. Então, é fogo, tome fogo, coma fogo, cague fogo… vire cinzas. . .

A OUTRA FACE : Até quando? : Resposta de Andrei Martyanov ao impaciente Paul Craig Roberts sobre as provocações e insultos dos Estados Unidos à Rússia. . .

A ÍNDIA E A CAATSA : Ato das Sanções Contra os Adversários da América. Essa matriz (matrix) parametriza as sanções que o Imperador a.k.a.o Presidente Imperial pode e deve aplicar a outros países, conforme as circunstâncias de cada caso. Como sabemos, ‘adversário’ é sinônimo de ‘competidor’. Por exemplo, o Cruzeiro compete com o Flamengo: são adversários. Outro exemplo, a Rússia tem um sistema de defesa antiaérea chamado S-400. É trem pós-moderno doutro mundo! Não existe nada igual no arsenal americano, nem os Estados Unidos têm como produzir algo semelhante ou melhor, assim, da noite para o dia. É coisa complexa, inteligente, cheia de implicações e correlações etcoeterisetalis… A China já comprou o sistema S-400. A Turquia já comprou e a Índia está a comprar. Faz-se necessária, mais que urgente, a aplicação da CAATSA na Índia… O Império já mandou emissários à Índia com promessas e alternativas, para discutir. Melkulangara Bhadrakumar discute o caso com a propriedade que lhe é peculiar.  Bhadrakumar entende que, no que concerne a soberania nacional, não há realmente o que discutir com uma matriz. . .

FINANÇAS BANANEIRAS : Divulga-se amplamente que os ganhos estão explodindo (booming) nos EsUs : Divulga-se amplamente que os salários estão caindo nos EsUs. Ganhos subindo, salários caindo. Oh, não, os EsUs não são uma república bananeira : oh, a Argentina, sim, é uma república bananeira. O déficit anual do governo argentino é de 6% do PIB. O rombo comercial anual dos EsUs é também da ordem de 6% do PIB. Qual a diferença? Ora, os argentinos tomam emprestado em dólar e em excesso (com ajuda do FMI) e não imprimem dólar com que pagar. São maus pagadores. Os EsUs compram do mundo inteiro em dólar, que imprimem para pagar conforme a necessidade. São bons pagadores. Mas enquanto os ganhos explodem os salários caem nos EsUs, quem trabalha na Disneylândia, o lugar mais feliz da Terra, não consegue pagar seu aluguel, relata o NYTimes… E a coisa fica ainda pior na Amazon, Walmart, Uber, segundo Tucker Carlson. Enfim, tem algo de podre no reino do dólar. . .

 

Qua. 5 DO QUE VALE POMPEO EM IDLIB? : Ele concorda com a Rússia sobre o terrorismo… E quer uma solução negociada. . .

 

 

Qui. 6 CASA BRANCA : TRAIDOR-TRAIDORES : A dizimação como solução : See me, touch me / feel me, heal me. . .

SKRIPAL : PETROV & BOSHIROV : Rob Slane. . .

O MUNDO PÓS-FUKUS : FUKUS (França, Reino Unido e Estados Unidos) é o coração e a alma do Ocidente :  Revolução Gloriosa, Revolução Americana, Revolução Francesa : dessas revoluções saíram todos os mitos e clichês da narrativa Ocidental : a Revolução Bolchevique foi frequentemente descrita como no âmbito ou na esteira da narrativa Ocidental, mas seus resultados como que contrariaram essa narrativa : a ‘democracia popular’ da revolução bolchevique não era democracia e a ‘democracia representativa’ de FUKUS também não é democracia. Esta semanas nas Publicações Empiricus, Marcos Troyjo descreve a emergência de um cenário ‘pós-Ocidental’, pós-FUKUS. Marcos fala de ‘Ocidente’. Não fala de ‘FUKUS’. Quem fala de ‘FUKUS’ sou eu. Marcos nos conta que o que emerge no mundo pós-FUKUS é o quarteto CIRUS (China, Índia, Rússia e Estados Unidos). O mundo está passando da tripa FUKUS para a quadra CIRUS; CIR estão tomando o lugar de FUK. A visão troyjona é requintada, pois Marcos domina como poucos todos os mitos e clichês da narrativa ocidental. . .

 

Sex. 7O BOOM DO PETRÓLEO É FRAUDE : Petróleo americano, entenda-se : De novo, Bill Bonner. . .

CÚPULA DE TEERÃ : IDLIB : A prioridade da Rússia não é brigar com a Turquia, mas ganhar a Turquia para a comunidade eurasiana. Não tem sido fácil, mas vai acontecendo… Veja agora a cúpula de Teerã. Pela narrativa do canal RT, prevaleceu a posição de Erdogan, mas essa versão é suspeita. Pela narrativa do Al-Monitor, Putin tratou Erdogan sem amor quanto a Idlib e essa versão também é suspeita. Como dizia el Chê: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás. Temos que acompanhar os acontecimentos. . .

IDLIB : TESTE PARA FUKUS : Será um ataque grande à Síria, maior do que o que foi feito em abril, praticável? A nova Military Watch Magazine acha que talvez não seja praticável (parte um e parte dois) em vista das forças de defesa e reação dispostas no cenário pela Rússia e pela Síria. . .

 

Sáb. 8MERCADO DE AÇÕES : A sutil lição de Chris Mayer : Ele não investe no mercado; ele investe em ações. Capici?

 

Dom. 9