Situação Internacional

 

João da Silveira

 

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Seg. 9– OTAN-NATO, NATO-OTAN : A Polônia quer porque quer uma guarnição americana em seu território para combater por ela os agressivos russos e Doug Bandow, não com pouca ironia, recomenda que seja a Alemanha a guarnecer a Polônia. . . M. K. Bhadrakumar fala do clima sombrio do encontro da OTAN-NATO, na quarta e na quinta, tudo por causa do gigante Donald Trump. . .

 

Ter. 10– OS ESTADOS UNIDOS ESTÃO NA SÍRIA ILEGALMENTE: Sabemos disso. O mundo inteiro sabe disso. Recentemente porém, Alexander Neu, membro do Parlamento alemão, solicitou aos Serviços Científicos do Parlamento sua opinião sobre a legalidade da presença e das ações da Rússia, dos Estados Unidos e de Israel na Síria. Resultado: dos três países estudados, somente a Rússia está lá legalmente, em conformidade com a legislação internacional; Estados Unidos e Israel estão e agem ilegalmente. Esse é o entendimento científico dos Serviços Científicos do Bundestag. . .

 

Qua. 11– CÚPULA DA OTAN : Os argumentos falsos de Donald Trump. . . E a economia falsa da América. . . A guerra comercial só produz perdedores e o governo Americano não deve agir sob a ilusão de que a China é mais frágil do que os Estados Unidos. O calcanhar de Aquiles da economia americana está no já esticado orçamento de seus consumidores. Quer dizer, a recuperação precisará ser coarctada. . . Nesta quadra da vida global, os Estados Unidos oferecem ao mundo sua democracia representativa, na qual quem manda mesmo são as oligarquias (bancos, corporações e agências de inteligência), oferecem armas e guerras, sanções econômicas e tarifação segundo a lógica unipolar da economia do dólar fiduciário. Enquanto isso a China, segundo Pepe Escobar, oferece aos países árabes $ 23 bilhões em empréstimos e ajuda, com perspectiva de importar desses países $ 8 trilhões até 2025. . . E David P. Goldman observa que, em resposta à guerra tarifária iniciada por Donald Trump, a China está abrindo seu mercado aos gigantes da indústria automobilística alemã, mesmo com perda de mercado para seus próprios fabricantes. A saída da Alemanha está claramente na ZEN ou Zona Eurasiana de Negócios. . . Pois é, a cena internacional está espetacular. . .

 

Qui. 12– CÚPULA DA OTAN : Donald Trump desfere duro ataque na Alemanha, dizendo que ela é “cativa” da Rússia. . . Maria Zakharova explica que o que a Rússia faz na Alemanha são negócios, enquanto os Estados Unidos têm na Alemanha bases militares e 35 mil tropas de ocupação. . . Spengler gostou de ver o presidente americano chamar os europeus de sibaritas e caloteiros porque é isso que eles são. . . Tudo é performance para o mundo, um teatro. A cena internacional está realmente espetacular e Donald Trump é mesmo um gigante. . .

 

COPA DO MUNDO 2018 : A seleção da Inglaterra está mostrando aos ingleses que a Rússia não é Mordor, o que levou Rob Slane a mais uma sátira sobre a reação do governo britânico, que teria convocado mais um COBRA, quer dizer, mais um emergenciíssimo Cabinet Office Briefing Room A, pra ver como remediar a situação. . .

 

CÚPULA TRUMP-PUTIN : HISTÓRIA DO FUTURO : Andrei Martyanov. . .

 

Sex. 13– CÚPULA DA OTAN : Enquanto Trump alveja sua OTAN-NATO obsoleta, a balança do poder global desloca-se para Rússia e China. . .

 

CÚPULA TRUMP-PUTIN : Bhadrakumar acha que a Rússia pode intermediar grande acordo sobre a Síria. . . Tyler Durden (Zero Hedge) trata do pânico que tomou conta dos neocons com o possível encerramento da guerra na Síria. . .

 

Sáb. 14– A ECONOMIA AMERICANA COM MEDO : Vimos Bill Bonner argumentar, na quarta-feira 11, que a economia americana é falsa. Vimos David P. Goldman afirmar que o orçamento dos consumidores americanos é o calcanhar de Aquiles da economia americana. Agora vemos Patricia Cohen escrever que as rendas lutam para corresponder (struggle to gain traction), superaquecendo a recuperação. É mais uma analista a opinar que a recuperação precisará ser coarctada. . .

 

O DIREITO DIVINO DE DONALD : David Armitage argumenta que, ao perdoar livremente e ao recorrer à Bíblia para promover a separação de famílias, Donald Trump é aquele governante que metia medo nos iluministas. Por isso mesmo é que estou chamando Trump de gigante. . .

 

RAQQA E ALEPPO : Ben Hubbarb e Ivor Prickett informam que 2/3 da cidade de Raqqa se foi e que não há dinheiro suficiente para a reconstrução. Pois bem. Todos sabemos que Raqqa foi “liberada” pelos aviões da grande coalizão Obama-Trump e seus querentes (Inglaterra e França e curdos) no tradicional estilo otânico ou natóico. É impossível não comparar essa liberação otânica ou natóica (só tem essa na guerra contra o terrorismo na Síria) com as liberações feitas pelas Forças Armadas da própria Síria, como a liberação de Aleppo, de Palmira, de Deir Ezzor, de Douma, de Ghouta, de Daraa e de dezenas de outras pequenas cidades e vilas, com o apoio legal e legítimo do Irã, do Hezbolah e da Rússia. . .

 

A CÚPULA TRUMP-PUTIN : Sergei Lavrov com Larry King no Youtube e em transcrição. Enfim, a Rússia não precisa nem vai engolir o teatro farsesco ocidental. . . Anatoly Karlin está certo sobre essa cúpula: os impasses entre Rússia e América vão continuar porque as concessões que se espera da Rússia são caríssimas, enquanto as concessões que se espera dos Estados Unidos são baratíssimas. . . O teatro farsesco e macabro é pela morte da Rússia e vai continuar. . .

 

Dom. 15– A GEOPOLÍTICA DA AMÉRICA DO SUL DESDE A RÚSSIA : Vista da Rússia, a América do Sul é o continente mais longínquo. Paul Antonopoulos passa algumas observações interessantes do experto militar Aleksei Leonkov e do ministro da Defesa Sergei Shoigu. . . Quando procurei saber mais sobre Aleksei Leonkov (o Google troca o nome dele por Aleksei Leonov, cosmonauta hoje com 84 anos e o primeiro a fazer uma ‘caminhada’ no espaço), deparei-me com um artigo publicado pelo Jornal do Brasil online, de 20 de janeiro deste ano, que trata de arma infernal da Rússia utilizada pelo exército sírio contra o terror. As armas russas explicam o êxito da Síria. . .