Situação Internacional

 

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S 11– O fim da semana passada e o começo desta são de Donald Trump. Na semana passada foi o encontro do G7, que deveria ser G8 por sugestão de Trump, e acabou tendo G6+1 porque Trump se recusou assinar o documento final. Quer dizer, Trump foi no Canadá e deu uma chacoalhada em seus vassalos, que não gostaram nem um pouco, mas nada puderam fazer senão hipotecar ainda mais apoio a sancionar a Rússia, ainda que tais sanções prejudiquem seus próprios países. Quer dizer, temer a Rússia e bater na Rússia é a razão da vida deles. Todos dependem dos conflitos no estilo Guerra Fria. E chacoalhar a todos é a graça do imperador… Trump é um bully (i.e. um tormento, um perseguidor, um tirano, um opressor, um intimidador), escreve Tom Luongo. . . Trump & G7 e Trump & Kim vistos de Moscou (RT), com vídeo da FoxNews. . .

Neste começo de semana, o imperador Trump encontra o ditador Jong-un e atiça nova avalanche de comentários e críticas. Hélio Schwartsman entende que o “ditador arrancou um acordo vago, muito parecido com outros já descumpridos…”. Marcos Troyjo acha que, sob o comando de Trump, os Estados Unidos “descortinam era de particularismo e relativismo moral”, o que, aliás, não é marca exclusiva de Trump, mas do Império. . .

Nos últimos dois séculos, o Brasil passou por dois realinhamentos internacionais e está agora no limiar de um terceiro realinhamento. O primeiro realinhamento resultou do próprio processo de independência, entre 1808 e 1822, quando o país se fez um novo império independente, sucessor e herdeiro do império português. Foi o país ajustando a vida num novo mundo. O Segundo realinhamento ocorreu com a proclamação da República e aconteceu entre 1889 e 1900, com o país alinhando-se com os Estados Unidos e o resto das Américas. Foi o ajuste da vida aos confins do hemisfério ocidental. Estamos agora no limiar do terceiro realinhamento. Esses realinhamentos são determinados pela alteração no centro de gravidade da economia global. No primeiro, o centro de gravitação estava na Inglaterra. No segundo, o centro foi para os Estados Unidos. Agora assistimos ao deslocamento do centro gravitacional da economia global para a China ou, mais amplamente falando, do Ocidente para o Oriente. O Brasil tem que se ajustar. . .

Artigo recente de Marcos Troyjo, publicado pela Empiricus, convida a um reexame da ideia de centro-periferia do economista argentino Raul Prebisch e de outros teóricos da dependência, entre os quais vamos encontrar Fernando Henrique Cardoso. Na minha avaliação, a ideia de centro-periferia e a teoria da dependência são becos sem saída e o reexame delas será uma perda de tempo. Ainda que um tanto paradoxal, minha razão é simples: se falamos de dependência e de periferia só realizamos a dependência e a periferia. Nada mais. Uma demonstração disso está na trajetória de FHC, que de brilhante teórico da dependência chegou à presidência da República e realizou a mais abjeta dependência brasileira à falsa (fake) economia do dólar americano: moeda fiduciária, sistema financeiro (bancos) lastreado com títulos da dívida pública e da maior dívida da história tanto lá quanto cá, etc. Hoje o Brasil está desconfortavelmente assentado no quintal ou periferia americana e a crise do Brasil é resultante da crise do dólar e da nossa passividade nacional. Os brasileiros não estão sabendo o que fazer e carentes de lideranças que saibam. . .

T 12– Há anos os países ocidentais vêm pensando em colocar painéis solares na pista das estradas e a China está fazendo isso com ambiciosa desenvoltura. . .

Gilbert Doctorow indaga se o “corajoso pacificador” Donald Trump pode ou não avançar para um segundo encontro histórico, este com Vladimir Putin, atendendo ao sonho de muitos pacifistas. Sua conclusão é que ele não pode nas atuais circunstâncias. Só depois das eleições parlamentares de novembro, talvez. Se os republicanos forem vitoriosos, talvez ele possa ter-se com Putin. Não se deve esquecer que o Império da guerra permanente precisa de inimigos externos e a Rússia é o maior deles. O establishment americano já sinalizou que Trump pode fazer as pazes com a Coréia do Norte. O establishment nada disse ainda se tal engajamento possa ser feito com a Rússia… E poderia a União Europeia tornar-se parceira da Rússia em condições políticas propícias? Ron Unz mostra que as condições políticas não são propícias pois a UE não existe politicamente. . .

O dólar e o euro estão perdendo fidúcia, ou seja, confiança enquanto moedas reserva de valor internacional. Os aliados americanos começam a repatriar o ouro que têm guardado em cofres estrangeiros: Turquia, AlemanhaPaíses Baixos, Áustria, entre outros. É uma política de segurança contra um possível retorno caótico às moedas nacionais. . .

INVESTIDORES : Jim Willie – “O sistema econômico está em colapso neste momento…”.

Q 13– INVESTIDORES : Jim Rogers – “Eu pensei que George Bush fosse o pior presidente da história, mas aí veio Obama…”. E depois de Obama veio Trump. . .

Q 14– Começa a Copa do Mundo de futebol na Rússia. Putin é aplaudido na abertura, para inveja de Dilma e Temer, segundo o Antagonista. Gilberto Gil tem show cancelado na Casa do Brasil em Moscou por causa de “entraves burocráticos” ou falta de pagamentos devidos, coisa de gente quebrada. . .

Ainda e ainda o caso Skripal, a coisa dos ingleses. Rob Slane está na quinta e penúltima parte de uma novela que busca esclarecer o caso ou a coisa tenebrosa. . .

INVESTIDORES : Jim Rogers – “Donald Trump, a China e a Terceira Guerra Mundial”. As guerras comerciais sempre falham, sempre redundam em bancarrotas e frequentemente em guerras. Vivemos no mundo a política do esbarrancado (brinkmanship), mas não creio que cairemos numa conflagração mundial, pois nukes melhores estão aí a esfriar essa conflagração. O investidor Rogers joga com as circunstâncias, nos conformes. Ouça-o . . .

S 15– INVESTIDORES : Jim Willie — “AMERIGEDON: o colapso da economia americana vai ser este ano – Parte 1” O Banco Central americano atolou-se com sua máquina de derivativos. Estamos imprimindo dinheiro para cobrir nossos déficits e defraudar todo o mundo. Isto se chama monetização da dívida. É a política mais letal que um BC pode adotar, a garantia de que o dólar vai morrer. Começou em 2012 com o quantitative easing ou QE, que soa como uma exótica e avançada engenharia financeira, mas que não passa de uma ativa hiperinflação monetária para monetizar o gigantesco déficit anual de um trilhão de dólares. Os derivativos, com sua interest rate swap machinery  e seus credit defaults, são como um dervixe rodopiante a girar tão rápido que ilude as pessoas, levando-as a pensar que têm massa e, por isso mesmo, servem de fundação para o sistema bancário global. Mas os derivativos não têm massa. É tudo fake, um truque, um estratagema. . .

S 16– Deu no USAToday que as ações das empresas do complexo industrial militar americano caíram de preço ligeiramente no mercado com o encontro Trump-Kim. O mesmo jornal recomenda calma pois ainda existe um mundo de guerras para manter as ações do complexo em alta. . .

D 17– INVESTIDORES : Jim Willie — “AMERIGEDON: o colapso da economia Americana vai ser este ano – Parte 2”. Há muito ressentimento na Europa… Alterações na moeda e nos juros são ruins para os derivativos… O Deutsche Bank é o foco dos derivativos na Europa. O Deutsche Bank vai quebrar… Itália, Espanha e Portugal estão sob tremendo risco. Vamos ter alguns acontecimentos bancários. Enormes empréstimos improdutivos, mal parados nos bancos italianos não serão acertados. Espere um acontecimento bancário na Itália… Ouro e prata: demos a partida em janeiro. Passaremos a segunda marcha quando o ouro ultrapassar 1.300. O ouro vai subir mais e mais. Não existe ponto de equilíbrio nem no ouro nem na prata… Brexit foi um voto contra o sistema. Qual será o próximo voto? A próxima grande jogada será a do ouro contra o dólar. . .

INVESTIDORES : Jim Rickards – “Um novo conjunto de regras para o sistema monetário internacional”. Ouro: os Estados Unidos não têm uma quantidade significativa de ouro… Os Bancos Centrais descartaram o ouro no passado. Agora estão comprando… Bull markets longos e curtos (short). Você não vê essas coisas em tempo real. Nada vai numa linha direta do muito baixo ao muito alto, como diz outro Jim, o Rogers. . .

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