Situação Internacional

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S 28 – Forum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF-22) : Angela Merkel e Emmanuel Macron estiveram na Rússia na semana passada, presentes no Forum. Shinzo Abe também lá esteve. Há quem queira ver nessas visitas um sinal de relaxamento das tensões entre Rússia e o Ocidente. . . Emmanuel Macron inclusive deu uma de Charles de Gaule, lembrando aos russos que a França é potência mundial, tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e tem um exército para se defender de qualquer ameaça. Mas parece que Vladimir Putin não embarcou nessas conversas não. . . A lei da consequência não prevista nem desejada da ação política está em pleno vigor: o unipolarismo dos Estados Unidos promove o multipolarismo no mundo. . . E a OTAN está entrando no continente sul-americano por intermédio da Colômbia. . . Hoje é memorial day, feriado no país da guerra permanente. . .

T 29 – Crise financeira e guerras cambial e comercial são assuntos de hoje: deu tudo errado na União Europeia, avisa George Soros. . . A Itália é o estopim da crise do euro, diz o WSJ. . . As próximas eleições na Itália poderão virar um referendo sobre o euro, diz o Reuters. . .  Jim Rogers avisa que ao primeiro sinal de problema na economia americana Donald Trump vai culpar os chineses e ataca-los com tarifas. . . Os chineses, por sua vez, dizem que os Estados Unidos precisam corrigir sua política monetária para diminuir seu déficit, o que não é responsabilidade chinesa. . .

Q 30 – Preço do petróleo cai. A Rússia não está mais amarrada ao petróleo, como esteve até 2014. Agora ela está podendo até mesmo regular seu preço, junto com a Arábia Saudita e com o Irã, quem diria, embora não se tenha abrigo contra a tempestade que se aproxima, opina Pepe Escobar. . . A vida dos oligarcas russos que emigraram para a Inglaterra não está nada promissora. . . A crise política na Itália não é simulação, mas populismo e chantagem, diz David P. Goldman. Para globalistas, o popular é sempre populista. . .

Q 31 – Pensando o que pode acontecer no futuro próximo, Bhadrakumar olha para a Copa do Mundo e diz o seguinte: a anfitriã da Copa lamenta que os Estados Unidos tenham sido desclassificados pela seleção de Trinidad y Tobago, pois o Tio Sam não gosta de ser reduzido a mero espectador de um evento mundial e qualquer incidente em Donbas pode servir para embaraçar a Rússia durante a Copa. . . Está o Ocidente lendo a Rússia corretamente? Sim, parcialmente. Não, incorretamente. Parcialmente-Incorretamente. Esses são os modos como o Ocidente lê a Rússia há séculos. . . Mas o que é mesmo o Ocidente? O Ocidente é FUKUS, França, Reino Unido e Estados Unidos. O Ocidente se formou no palco mundial com o iluminismo e as revoluções inglesa, americana e francesa, eventos do Século XVIII, mas ainda paradigmáticos. FUKUS é o núcleo duro do Ocidente. . . Sobre a preocupação de George Soros para com a União Europeia, James Gorman, CEO of Morgan Stanley, procura desanuviar o clima dizendo que não se deve reagir a notícias de 24 horas, pois muitos são os acontecimentos, muitas as direções, muitos os recursos, etc., etc. Veremos. . . As democracias ocidentais estão usando a mesma tecnologia digital que a China usa para deter crimes, informa a Economist, sendo, evidentemente, que a tecnologia digital é invenção ocidental. . .

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Situação Nacional

 

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S 28 – O Antagonista diz: “O Brasil está oficialmente sem governo.” Isso é malinformação e lembra Mark Twain: se você não lê a imprensa, você é desinformado; se lê, é malinformado. . . Diz também o Antagonista: as medidas provisórias de Temer atendem à “chantagem das empresas de transportes”. Esse argumento antagonista segue a linha do ministro da Segurança Raul Jungmann, que mira as empresas desde o início da greve, como sendo esta um locaute. O argumento antagonista segue também a mídia global para quem o que é popular é sempre populista. . . O Brasil caiu na anarquia, i.e., no desgoverno ou carência de governo, desde 2013. Lá se vão cinco anos. Em 2014, os brasileiros deixaram-se iludir mais uma vez por Dilma Rousseff, diante de uma campanha eleitoral milionária. Em 2015, desiludiram-se dela e afastaram-na da presidência com grandes manifestações. Em 2016, Michel Temer assumiu o comando da República, sem que os brasileiros se iludissem com ele. Isso significa que estamos dentro de um mesmo processo político ainda em andamento, ainda sem solução. Faz sentido então equiparar o tumulto desta greve dos caminhoneiros com os protestos de 2013, que ocorreram também por causa de aumentos na área dos transportes. . . OK. 55% reprovam a greve. É pouco para se falar em “unanimidade”, como fala o Antagonista. E os outros 45%? OK. 95% reprovam Michel Temer. Agora sim, quase uma “unanimidade”, mas isso nós já sabíamos, não é nenhuma novidade. Estamos no mesmo processo ruim e ainda sem solução satisfatória. . .

T 29 

Q 30 –A greve dos petroleiros é declarada ilegal pelo TST antes de começar. Esta é, sim, uma greve oportunista, promovida por PT e CUT. Pôster da Federação dos Petroleiros (FUP) diz: “Quem trocou o PT e a democracia por um golpe, agora troca também:

gás por lenha,

luz por vela,

carro por andar apé (sic),

avião por ônibus,

emprego por desemprego”.

Isso é enganação. Essas trocas não estão a acontecer. É só retórica. À esquerda dessa coluna de trocas retóricas, aparecem imagens de Lula e Dilma. À direita da coluna, a imagem de Michel. O pôster separa no papel e falsamente o presente do passado. Falsamente por esquecer que foram Lula e Dilma que colocaram Michel onde Michel está. Michel é parte integral da obra de Lula e Dilma. Lula, Dilma e Michel formam um contínuo, a obra da aliança PT-PMDB. Nos gestos deles se vê que não são íntegros. Eles cospem no prato onde comem. . . O Data Folha mostra que 87% dos brasileiros apoiam a greve dos caminhoneiros, repelem o governo Temer e o aumento nos impostos. A greve é realmente popular. O Antagonista agora está dizendo que os brasileiros que apoiam os caminhoneiros grevistas estão certos; que a sociedade não é estúpida; que não há contradição entre apoiar os grevistas e recusar aumento de impostos. . . Polícia Federal abre nova operação, chamada Registro Espúrio, essa no âmbito do ministério do Trabalho, aparelho do PTB e do Solidariedade. As orcrimes estão vivas e a democracia representativa funcionando normalmente. . .

Q 31 – Editorial da Folha trata dos custos do desgoverno. . . A Folha explica os protestos populares da greve popular. . . Alexandre Schwartsman argumenta que concessões aos caminhoneiros são a essência do anticapitalismo nacional e eu pergunto, como assim, seu Schwarts, se os caminhoneiros também são capitalistas? . . . Michel Temer pede ajuda aos pastores: “Orem por mim e pelo governo.”. . . Marcio França, governador de São Paulo, vai na mesma linha de Michel: não adianta polícia sem “Deus no controle”. . . Bolsonaro é paz e amor, copiando Lula, que foi paz e amor primeiro, em 2000. Bolsonaro diz aos pastores que nunca defendeu intervenção militar. . . Governo pretende reprimir preços abusivos em postos. . . Etchegoyen informa que um empresário foi preso por suspeita de locaute. . . Distribuidoras não têm como repassar queda de preço no diesel. . . Ocupação militar no porto de Santos continua. . .

S 1 – Assisto ao terceiro vídeo de Sergio Oba, na “Semana do Lucro Rápido”. Ele fala do investidor antagônico (contrarian trader), que, para ser antagônico, tem de contrariar quatro mitos. Primeiro mito: investir no longo prazo é melhor. Será? O longo prazo é a esperança do lucro, não é o lucro de verdade. Segundo mito: investir na bolsa exige tempo. Não. Cinco minutos do investidor por semana. Até menos. Sergio e sua equipe estão lá fazendo a parte prática. Quando detectam uma curva lucrativa na trajetória serrilhada e ondulada de uma ação, eles alertam o investidor. Terceiro mito: investir em ações é coisa de rico. Certamente é para o investidor sincrônico, que joga no longo prazo, mas não para o antagônico, que joga no curto prazo. Quarto mito: investir na bolsa é complicado. Não é se o investidor tem quem faça para ele a parte prática, ou seja, quem lhe mostre quando e onde estão as curvas lucrativas numa e noutra ação.

S 2 – Pedro Parente saiu da presidência da Petrobras enquanto ainda tinha força para influenciar na escolha do sucessor Ivan Monteiro, segundo a Folha. Isso sugere que ele ainda tem ideias relacionadas com a estatal do petróleo. . . Em todo caso, sua saída expõe a Petrobras à economia do populismo, a ideologia do popular. Parente tornou-se bode expiatório do movimento dos caminhoneiros, que é um movimento popular. Para os globalistas, o popular é sempre populista. Mas o popular também significa neste caso que a população não quer pagar pela recuperação ou capitalização da empresa. . . A Petrobrás despencou 15% nesta sexta-feira e seu valor cai R$ 40 bilhões em um único dia. Nos últimos 11 dias, sua perda foi de 137 bilhões, segundo a Folha. Investidores americanos (as referências no Brasil são quase sempre aos americanos) enxergam o óbvio. Enxergam interferência constante do governo. Ora, a Petrobras é uma empresa do governo brasileiro, com injeção minoritária de capital privado. Portanto, a interferência do governo é aquela natural interferência do dono. . .

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