Caro Senador,

O Senhor não perde nada por estar ausente (viajando) nesta crise precipitada pela prisão de Delcídio. Seu nome foi ventilado entre os que podem assumir o lugar dele na liderança do governo. Até aí tudo bem. Ser lembrado nos momentos de crise significa para um político que ele está entre os que contam. Mas daí a aceitar de fato a liderança vai alguma diferença.

Pelo que tenho assuntado, entendo que o Senhor já tem posicionamento correto, o que torna essa minha mensagem um tanto ociosa. Sua posição é, conforme me contam, não buscar a indicação e, caso venha a ser convidado, ponderar as vantagens e desvantagens da aceitação.

Pessoalmente, tenho opinião já formada de que as desvantagens, no seu caso específico, superam em muito as vantagens. Portando digo, se convidado, não aceitar. A crise do governo Dilma está me parecendo terminal, podendo se precipitar ainda este ano. Já se noticiou até que Eduardo Cunha deferirá, na próxima semana, o pedido de abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Aguardemos para ver.

Abr.,

João.