Diogo Mainardi

01/06/2016

 

Depois de 19 dias, Michel Temer iniciou seu governo.

E iniciou nomeando os presidentes da Petrobras e do BNDES, os dois maiores desfalques do PT.

Em seu discurso, Michel Temer repetiu:

“Pela enésima vez: ninguém vai interferir na Lava Jato”.

Está errado. Ele deveria interferir na Lava Jato. De que maneira? Fazendo uma devassa na Petrobras e no BNDES e entregando todas as provas aos procuradores federais.

Michel Temer deve seu governo à Lava Jato. Ele deveria retribuir chamando a Lava Jato para governar junto com ele.

Em particular, nos acordos com as empreiteiras.

Dilma Rousseff tentou aprovar uma lei pilantra que atropelava o Ministério Público e anistiava todos os criminosos.

Michel Temer pode fazer o oposto, convocando o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato para discutir abertamente uma nova lei. Ninguém entende mais do assunto do que eles.

Assim como a Petrobras e o BNDES, a Lava Jato é um patrimônio nacional. Se Michel Temer souber valorizá-la, poderá construir uma saída para o capítulo mais vergonhoso de nossa história.

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