João da Silveira

07/03/2016

Dilma na Primeira Semana de Março

Semana do cão. Março será o mês do cão para Dilma e Lula. Neste mês Dilma perderá as estribeiras e Lula a acompanhará, como vem fazendo desde setembro do ano passado, juntos formando o governo DilLula, continuação do segundo mandado formal com um mandato informal de Lula, um governo marginal, extralegal. É o fenômeno mais mais curioso que podemos ver em política, propiciado, como já dissemos pela constante interferência do Supremo ou de seus juízes no processo de impeachment.

Por enquanto, o IBOPE informa que PT & PMDB estão empatados, o PT (ainda) com 12 e o PMDB com 11% na preferência dos brasileiros. O PMDB não fez nada realmente para empatar com o PT. É o PT que, já tendo alcançado mais de 30% na preferência, vem caindo desde 2013. O PMDB subiu um pouco no ano passado: foi de 5% em março de 2015, para 10% em outubro. Subiu enquanto parecia que ia romper com o PT e o governo Dilma em novembro. Aí não rompeu, afrouxou-se, e por isso continua tecnicamente no mesmo patamar de outubro, na expectativa dos brasileiros. Se tivesse rompido em novembro, talvez o governo Dilma nem mais existisse. O fato é que não rompeu e aqui estamos nós na expectativa do PMDB. E Moreira Franco está na expectativa de muita gente na demonstração de domingo, 13 de março. É o que falta para que o PMDB rompa.

Lula ainda é o cara! Lula continua sendo o cara. . . A saída de José Eduardo Cardoso do MJ. . . Wellington César. . . manobra. . . Haverá crise institucional. . . Notícia crime contra O Antagonista . . .

Bancos em crise. Segundo Márcio Juliboni, d’O Financista, Luiz Cezar Fernandes, “fundador do antigo Pactual e sócio de Jorge Paulo Lamann do lendário Garantia”, descreve um futuro horripilante: “a dívida pública crescerá a uma velocidade tal que nem mesmo a inflação alta será capaz de corroê-la. Só restará, então, uma saída para o Palácio do Planalto: decretar o calote oficial da dívida interna – e não apenas fazer cara de paisagem para o que os economistas chamam de ‘default branco’, aquele em que a dívida nominal é paga, mas já não vale nada, porque foi carcomida pela inflação. Como os bancos privados são os maiores compradores de títulos públicos, a moratória representará o risco real de quebrarem. O último ato está em aberto, mas a aposta é que os bancos falidos serão estatizados. ‘A dívida é pública; o banco vira público; e tudo se resolve’, resume, sem alterar a voz. ‘Esse é um temor concreto que tenho’, confessa.” Indústria. . .

Dilma critica a delação de Delcídio na posse dos novos ministros. No início de outubro do ano passado, quando começou esse estranho governo DilLula, foi feita uma reforma ministerial de envergadura. Jaques Wagner assumiu o lugar de Mercadante; Lula deixou o banco de reserva política do PT e entrou em campo como regente do governo. Agora, esta reforma ministerial foi provocada pelo afastamento do PMDB e os novos ministros não têm envergadura. Dilma diz, então aos novos ministros: “Continuaremos defendendo que a presunção de inocência não pode ser substituída pelo pressuposto da culpa e nem dar lugar à execração pública sem acusação formal. E também à condenação sem processo por meio de vazamentos ilegais e seletivos.”. . .“O combate à corrupção continua sendo uma prioridade em meu governo e nenhum governo realizou um enfrentamento tão duro e eficiente como o meu. E continuará sendo assim”, disse Dilma. . . elementos da narrativa de Dilma. . .

Lula. . .Sexta-feira, 4/3, PF faz operação na casa de Lula e o leva para depor na delegacia. . . Lula transfigura-se em jararaca, fornecendo motivo para a capa da revista Veja desta semana. . .Lula: a queda do ícone na França. . . Gilles Lapouge. . .

Vladimir na Primeira Semana de Março

Resolução 2268 das Nações Unidas: a Rússia consegue no Conselho de Segurança a resolução que queria. . . Os Estados Unidos remoem-se em humilhação.

Os Estados Unidos seethes em humilhação. . . The “Plan B” episode. . . Alexander Mercouris confirms Gareth Porter. . . I think of Vietnam long ago. . .

Breedlove’s weaponization of refugee as anti-Russia propaganda hype. . .

USA & Russia & China: a tese da agressão out of weakness: Doctorow takes issue with Kaplan. . .

Sergey Lavrov on Russian foreign policy through history. . .

Michael Kofman’s comparison of war in Syria and Ukraine, enlightening. . .

John Wight on the heroic role of the Syrian Arab Army and the Syrian people. . .