Mês: janeiro 2019

Política Externa

Mandato popular na política externa brasileira   Ernesto Araújo 26/11/2018   Se a prioridade, segundo o presidente eleito, é extrair a ideologia de dentro do Itamaraty, não lhe parece conveniente ter um chanceler capaz de compreender a ideologia que ali existe?   Algumas pessoas gostariam que o presidente eleito Jair Bolsonaro tivesse escolhido um chanceler que saísse pelo mundo pedindo desculpas. Queriam uma espécie de Ministro das Relações Envergonhadas que chegasse aos parceiros dizendo algo como “Olhem, os brasileiros elegeram Bolsonaro. Não posso fazer nada, é a democracia. Sabem como é, o povo não entende nada. Mas fiquem tranquilos, pois aqui, na frente externa, nada vai mudar. Estou aqui para aguar todas as posições do presidente, para cozinhá-las e transformá-las no mesmo rame-rame que vocês já conhecem, cotinuarei falando a linguagem da ordem global. Estou aqui para não deixar nada acontecer”. Alguém desse tipo é o chanceler que os comentaristas da imprensa tradicional – nutridos pela convivência com diplomatas pretensiosos – gostariam de ver. Alguém que enquadrasse o novo presidente, pasteurizasse as suas ideias, freasse o seu ímpeto de regeneração nacional, sob a desculpa de que política externa é algo demasiado técnico para ser entendido por um simples presidente da República, muito menos por seus eleitores. Parece prevalecer nesses meios a tese de que um presidente pode mudar tudo, menos a política externa. Para eles, a política externa seria...

Ler mais

Jair Bolsonaro

Politica Externa em 3 minutos e 23 segundos   SBT Brasil 03/01/2019   Transcrição (3:43-7:06) Carlos Nascimento – A Rússia enviou outro dia aviões militares e despachou também soldados para treinar militares venezuelanos. Fala-se até na possibilidade de implantação de uma base militar russa na Venezuela. Isso provocou ou provocará mudanças na fronteira brasileira? Jair Bolsonaro – Olha o mundo está de olho na Amazônia não é de hoje. Quando se fala nessa coisa de clima, Eco 24, Eco 25, certas medidas propostas para nós aqui e que as pessoas me criticam porque eu critico essas medidas, essa questão do clima, que você não tem como atingir. Se reserva para nós o reflorestamento de uma área que, se você, Carlos, contratar 100 mil pessoas, até 2030, você não vai conseguir reflorestar o que eles querem. E as primeiras medidas contra você são políticas, depois econômicas, talvez, depois, de força. Então nós temos preocupação no tocante a isso. A Rússia, sim, fez uma manobra na Venezuela. Nós sabemos qual a intenção do governo Maduro, da ditadura do Maduro, e o Brasil tem que se preocupar. Ao longo dos últimos 20 ou 25 anos, as nossas Forças Armadas foram abandonadas. . .por uma questão do quê? Política! Nós das FsAs somos o último obstáculo para o socialismo. O dia que quebrar nossa coluna vertebral, eles impõem aqui o regime de exceção aqui dentro...

Ler mais

Fake News

Back to the USSR: How to Read Western News   Patrick Armstrong Jan. 8, 2019   The heroes of Dickens’ Pickwick Papers visit the fictional borough of Eatanswill to observe an election between the candidates of the Blue Party and the Buff Party. The town is passionately divided, on all possible issues, between the two parties. Each party has its own newspaper: the Eatanswill Gazette is Blue and entirely devoted to praising the noble Blues and excoriating the perfidious and wicked Buffs; the Eatanswill Independent is equally passionate on the opposite side of every question. No Buff would dream of reading the “that vile and slanderous calumniator, the Gazette”, nor Blue the ”that false and scurrilous print, the Independent”. As usual with Dickens it is both exaggerated and accurate. Newspapers used to be screamingly partisan before “journalism” was invented. Soon followed journalism schools, journalism ethics and journalism objectivity: “real journalism” as they like to call it (RT isn’t of course). “Journalism” became a profession gilded with academical folderol; no longer the refuge of dropouts, boozers, failures, budding novelists and magnates like Lord Copper who know what they want and pay for it. But, despite the pretence of objectivity and standards, there were still Lord Coppers and a lot of Eatanswill. Nonetheless, there were more or less serious efforts to get the facts and balance the story. And Lord Coppers came and...

Ler mais

Syria

‘Country Of The Year’ 2018   Moon of Alabama Dec. 31, 2019   George Galloway is right: George Galloway @georgegalloway – 11:46 utc – 31 Dec 2018 The defeat of the imperialist armies and their head-chopping auxiliaries in the alphabet soup of Islamist extremism by the Syrian Arab Army and its allies was the most significant event of the year or any year since the US defeat in Vietnam. It will change the world. January 2018 – bigger December 2018 – bigger The consolidation of the Syrian government control came at a relatively low price. Syria’s nearly eight-year-old conflict saw its lowest annual death toll in 2018 as the regime reasserted its authority over swathes of territory, a war monitor said Monday.A total of 19,666 people were killed this year as a result of the conflict, which erupted in 2011, the Syrian Observatory for Human Rights monitoring group reported. … “Most of those killed during the first part of the year were killed in regime and Russian bombardment of opposition areas, including Eastern Ghouta,” Abdel Rahman said. “The majority of those killed in the second half of the year were killed in coalition air strikes,” he added. The attack against the last Islamic State held territory north of the Euphrates and near the Iraqi border was intentionally delayed for nearly a full year. Since Trump announced his intention to have...

Ler mais

SI

Situação Internacional   João da Silveira     Seg. 31 SÍRIA : “PAÍS DO ANO 2018” : Se houvesse esse concurso, a Síria seria certamente a escolhida este ano, argumenta Moon of Alabama. George Galloway twitou: “The defeat of the imperialist armies and their head-chopping auxiliaries in the alphabet soup of Islamist extremism by the Syrian Arab Army and its allies was the most significant event of the year or any year since the US defeat in Vietnam. It will change the world.”. A propósito, se houvesse então esse concurso, o Vietnã teria sido escolhido “PAÍS DO ANO 1968”… A derrota dos Estados Unidos na Síria configura mais uma crise do Império e pode custar ao imperador temerário a presidência, pois o establishment imperialista quer sua cabeça, literalmente e figurativamente….   Ter. 1   BOLSONARO PRESIDENTE : Íntegra do discurso de posse no Congresso Nacional : Sobre o discurso do Parlatório do Palácio do Planalto : Representações estrangeiras : Em 2011, com 130 representações, Dilma Rousseff teve quase três vezes mais que Jair Bolsonaro, com 46 representações em 2018 : Estados Unidos e China mandam representações protocolares : Ausência de delegações africanas e destaques à direita com Benjamin Netanyahu e Viktor Orban….   HUAWEI : Olhem só que coisa surpreendente : Os Estados Unidos, pátria da invenção e da revolução digital, não têm empresas competidoras em tecnologia 5G, e seus aliados europeus e asiáticos também...

Ler mais