Mês: agosto 2016

National Endowment for Democracy

NED, vitrine legal da CIA Thierry Meyssan 16/08/2016   Há 30 anos, a National Endowment for Democracy (NED) sub-contrata a parte legal das operações ilegais da CIA. Sem levantar suspeitas, ela colocou em funcionamento a mais vasta rede de corrupção do mundo, comprando sindicatos operários e patronais, partidos políticos de esquerda e de direita, para que defendam os interesses dos Estados Unidos em vez dos dos seus afiliados. Thierry Meyssan descreve aqui o essendal deste dispositivo. Em 2006, o Kremlin denunciava a proliferação de associações estrangeiras na Rússia, das quais algumas teriam participado num plano secreto de desestabilização do país orquestrado pela Fundação Americana para a Democracia (National Endowment for Democracy – NED). Afim de prevenir uma «revolução colorida», Vladislav Surkov elaborou uma estrita regulamentação destas «organizações não-governamentais (ONG)». No Ocidente, este enquadramento administrativo foi descrito como um novo ataque do «ditador» Putin e do seu conselheiro contra a liberdade de associação. Esta política foi seguida por outros Estados que, por sua vez, foram apresentados pela imprensa internacional como «ditaduras». O governo dos Estados Unidos assegura que se empenha «na promoção da democracia pelo mundo». Ele reivindica que o Congresso subvencione a NED e que esta possa, por sua vez e com toda a independência, ajudar directa ou indirectamente associações, partidos políticos ou sindicatos, operando neste sentido em qualquer parte do mundo. As ONGs sendo, como o seu nome...

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Obama and Trump’s Thuggery

His refusal to prosecute torturers and his Wild West assassination of bin Laden show how moral complacency can all too easily degenerate into full-blown corruption Rochelle Gurstein Aug. 23, 2016   It is no secret that we are living in an age when we are constantly bombarded by images of murder, beatings, police brutality, and the carnage of suicide bombings on television, in the newspapers, and on the Internet. And we all know that America has the highest rate of imprisonment, as well as of murder and suicide by firearms, of any “civilized” country in the world. What is new is that a man running for the office of president often sounds like a thug, and that his offhand threats and insults seem only to galvanize the loyalty of his millions of supporters, the most recent example being Trump’s provocative line that “Second Amendment people” could stop Hillary Clinton. Trump’s particular brand of maliciousness—his belief, as lazy as it is insolent, that he need not abide by the unwritten rules of civility or the written rules of the law—did not appear out of nowhere. The ground was well prepared by President George W. Bush’s infamous declaration of personal war on Osama bin Laden shortly after September 11, 2001: “I want justice. And there’s an old poster out West that says, ‘Wanted: Dead or Alive.’” It is true that Al Qaeda did...

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Lula e Dilma e Raduan Nassar

João da Silveira 28/08/2016   Leio Raduan Nassar, nome famoso! A leitura não chega a ser uma decepção, mas uma tristeza! Aquela mesma tristeza que sinto por Lula, por Dilma, pelo PT, pela esquerda latino-americana, agora por Raduan, que também está triste pelo “linchamento” de Lula, e eu triste especialmente por nós brasileiros, que um dia acreditamos em Lula ou votamos em Lula ou esperamos de Lula ou iludimos a nós mesmos com Lula, enfeitiçados pela lenda democrática. O artigo de Raduan vai num crescendo. Primeiro ele cita o jornalista britânico Robert Fisk para dizer que, segundo o relatório Chilcot, Tony Blair e George W. Bush deviam ser julgados por crimes de guerra no Iraque. Bush era “comparsa” de Blair e Blair era “poodle” de Bush, donde se pode concluir que Bush foi comparsa de um cão. Esse é o estilo de Raduan, é assim que Raduan pensa. Mais à frente, Raduan apresenta o então deputado federal e hoje vice-presidente da República Michel Temer como se fosse um informante do criminoso Bush. Como prova disso, Raduan nos refere às mensagens que a Embaixada Americana rotineiramente faz para Washington sobre a política brasileira, mensagens divulgadas pelo Wikileaks, tendo como personagem o então deputado federal. A propósito, elas não revelam nenhum segredo de Estado realmente, nem algo que já não fosse público, nem tratam de conversas só com funcionários americanos. Os...

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“Não fui preso, fui solto”

Maluf em depoimento no STF Gabriel Mascarenhas 26/05/2016 O ex-prefeito de Sâo Paulo Paulo Maluf – Flavio Florido/UOL Ao prestar depoimento na ação em que é acusado de ter praticado caixa dois nas eleições de 2010, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) adotou o discurso político. Afirmou que já dormiu embaixo de goteira, que não tem condenação e, perguntado se já havia sido preso, saiu-se com essa: ‘Não fui preso, fui solto’. O deputado foi ouvido no STF (Supremo Tribunal federal) nesta quarta (24), onde tramita o processo em que ele é réu, acusado de fraude na prestação de contas. Segundo a denúncia do Ministério Público federal, a empresa Eucatex, pertencente à família de Maluf, bancou R$ 168,6 mil de sua campanha. De acordo com os procuradores, esse montante não foi informado à Justiça Eleitoral. O juiz auxiliar do gabinete do ministro Luiz Fux, relator do caso do Supremo, perguntou se o deputado já havia ido para a cadeia. “Excelência, muitas vezes me perguntam se fui preso. Eu respondo o seguinte, fui solto, pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou minha prisão ilegal, sem base legal. Não fui preso, fui solto pelo STF”, afirmou. Maluf e seu filho, Flávio, foram detidos em 2005, suspeitos de crimes financeiros. Acabaram libertados 30 dias depois, por determinação do Supremo, que acolheu pedido de habeas corpus da defesa. Ao juiz, o deputado disse guardar uma mágoa...

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Lula

Cegueira e linchamento Raduan Nassar 21/08/2016    O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino “The Independent”, afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas. O poodle Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte de meio milhão de iraquianos. Antes, durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7 milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU. Ao consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia informações sobre o cenário político brasileiro. “Premonitório”, Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site WikiLeaks, de Julian Assange. Não estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou, uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra Temer um novo golpe e nade de...

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