Mês: junho 2016

Disputa de mercado move grandes operações de combate à corrupção

Jorge Nemr 23/06/2016   A corrupção é uma doença que se tornou uma epidemia. Mata mais que todas as outras doenças juntas, ao sugar recursos que poderiam estar indo para a saúde e para o saneamento público. Todos os anos, milhares de pessoas morrem por falta de atendimento. Os últimos dois anos impulsionaram no Brasil, principalmente com a Lava Jato, um combate implacável e louvável contra a corrupção. Algumas outras investigações aqui, como a Zelotes e a Acrônimo, ou no exterior, como o “Caso Fifa”, também têm como pano de fundo o combate à corrupção pública ou privada. Todas essas operações têm um elo grande. O elo entre elas chama-se “disputa de mercado”, principalmente após a última grande recessão que atingiu, a partir de 2007/2008, os EUA, a Europa e grande parte do mundo. Recessão, aliás, que ainda tem efeitos hoje. Para ver esse cenário com mais clareza, é preciso uma análise mais profunda do comércio internacional de bens e serviços e também das leis. Com a globalização, foi criado um único mercado mundial para ser disputado e um conjunto de leis que rege esse mercado, adotado por diversos países. São regras globais. Um dos maiores exemplos são as leis anticorrupção adotadas nas mais diversas jurisdições, a partir da FCPA (Foreign Corrupt Practices Act) americana que surgiu na década de 70, e depois de uma “cruzada” dos EUA junto...

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Dances with Bears

US STRATEGY FOR RUSSIA – WAGE WAR BUT NOT DECLARE IT John Helmer June 19, 2016   Between August 9 and 12, 1941, taking their battleships in turn to meet in a Canadian bay, US President Franklin Roosevelt (centre, left) and British Prime Minister Winston Churchill (centre, right) discussed what to do about their adversaries at the time, Germany and Japan. Roosevelt had whispered, and Churchill later reporting him as saying aloud: “I will wage war, but not declare it.” Until February 21, 2014, President Barack Obama’s (right) whispers were audible; President Vladimir Putin (left) didn’t believe what he was hearing. Now there is armed US war against Russia on the Ukraine and Syria-Turkey fronts; exchanges of armed signals in the Black and Baltic Seas; and an all-fronts war against Russian capital. For the US, no declaration; for Russia, no way back. Putin said as much at last week’s St. Petersburg meetings: “People feel no danger and that is alarming for me. Why can’t we see that we are dragging the world into an utterly new dimension? This is the problem.” “I am not interested in laying blame now. I simply want to say that if this policy of unilateral actions continues and if steps in the international arena that are very sensitive to the international community are not coordinated then such consequences are inevitable.” By consequences, Putin meant war, undeclared by...

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Is the US Pursuing a Rogue Policy by Waging Undeclared War Against Russia?

Washington’s NATO buildup on Russia’s borders, its refusal to cooperate with Moscow in Syria and Ukraine, and its anti-Putin propaganda form an ominous pattern. Stephen F. Cohen 22/06/2016   Nation contributing editor Stephen F. Cohen and John Batchelor continue their weekly discussions of the new US-Russian Cold War. Cohen raises three “hypothetical” and heretical questions for discussion. Does the recent escalation of anti-Russian behavior by Washington, from its growing NATO military buildup on Russia’s western borders and refusal to cooperate with Moscow against the Islamic State in Syria to the Obama administration’s refusal to compel its government in Kiev to implement a negotiated settlement of the Ukrainian civil war, reflect an undeclared US war against Russia already underway? Given that many US allies are unhappy with these developments, has Washington gone “rogue”? And does the recent spate of warfare media “information” reflect these new realities? As evidence, Cohen points to some recent examples: the emerging permanence of NATO’s “exercises” on Russia’s borders on land, sea, and in the air; the Obama administration’s refusal to separate physically its “moderate oppositionists” in Syria from anti-Assad fighters recognized as terrorist groups, despite having promised to do so; the demand by 51 State Department “diplomats” that Obama launch air strikes against Assad’s Syrian army, which is allied with Moscow, even if it might mean “military confrontation with Russia”; the questionable allegation that Russia had hacked...

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The State Department’s Dissent Memo on Syria: An Explanation

The Interpreter MAX FISHER June 22, 2016   On Thursday, The New York Times obtained a draft version of a State Department memo that sharply criticizes the Obama administration’s Syria policy and calls for limited military strikes against that country’s government. The memo, signed by 51 diplomats, was sent through an agency “dissent channel” that was established during the Vietnam War to air internal criticism. Because the memo is written by and for government officials, its language can be difficult to parse. What follows is an annotation of 10 key lines, many of which were marked SBU, for “sensitive but unclassified” (U is unclassified). Discussion of the memo has focused on the dissenters’ indictment of their own leader’s policy. Many of their points have been debated inside the administration for years, and there are complicated arguments on both sides. While their proposed solution excludes some significant points, there is a core truth in this document: Current policy has little answer for how to break out of a status quo that is disastrous and steadily getting worse. An internal fight becomes public SUBJECT: (U) Dissent Channel: Syria Policy 1. (U) The following is a Dissent Channel message from the abovementioned Department officers to the Director of Policy Planning (S/P). 2. (SBU) We are State Department officers who have been involved in the U.S. government’s response to the Syria crisis in varying capacities over the past five...

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O lobby pode dar transparência na relação empresa-Estado

Paulo Kramer 30/05/2016   Há males que vêm para bem… Crise=Ameaça+Oportunidade… Fazer da necessidade uma virtude… Em tempos de operação “lava jato”, delações premiadas e acordos de leniência, a sabedoria popular, os cintilantes lugares-comuns dos gurus da administração e a sagacidade de Maquiavel se unem para proclamar o óbvio: doravante, a costumeira promiscuidade entre setor público e empresas privadas terá de acabar. No mínimo, executivos de grupos multibilionários, como os das empreiteiras de obras de infraestrutura e energia hoje presos ou respondendo à Justiça, pensarão duas, ou mais, vezes antes de ceder a propostas de políticos e altos funcionários para pagamento de propina em troca de facilidades contratuais e outras. Onde antes vicejava a impunidade, agora existe o risco bem concreto de longas sentenças de prisão e pesadíssimas indenizações. É impossível dissociar esse desfecho do esgotamento político, fiscal e sobretudo ético dos recursos até hoje manipulados por Executivo e Legislativo para gerir o presidencialismo à brasileira. Confesso, porém, o meu ceticismo em face de recorrentes propostas de reforma eleitoral e partidária destinadas a baixar esses custos materiais e morais. Até hoje, a inércia da cultura política e complexidades institucionais variadas têm frustrado sistematicamente a adoção de projetos como: cláusulas de barreira (ou de desempenho) para a significativa redução do número de partidos representados no parlamento; ou o fim das coligações em pleitos proporcionais (vereador, deputado estadual, deputado federal), de...

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