Mês: junho 2016

Eduardo Giannetti lança ‘Trópicos Utópicos’

Antonio Gonçalves Filho 26/06/2016   ‘Trópicos Utópicos’, do economista Eduardo Giannetti, fala da utopia mobilizadora da alma brasileira, avessa ao culto do bezerro de ouro   O professor e economista mineiro Eduardo Giannetti, 59 anos, após publicar sete livros – dois deles premiados com o Jabuti –, chega ao oitavo com uma mensagem otimista para a nação, a de que existe, sim, uma utopia mobilizadora da alma brasileira capaz de confirmar a profecia do escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942) – a do Brasil como o país do futuro. Seu livro, Trópicos Utópicos, que será lançado amanhã, 27, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073), é bem diferente da última obra literária de Giannetti, A Ilusão da Alma (2010), estreia do autor na ficção, até porque, desta vez, trata-se de uma obra ensaística. A Ilusão da Alma é um romance sobre a paixão pelo saber, em que um professor solitário fica ainda mais esquivo após a retirada de um tumor cerebral. Já Trópicos Utópicos é um livro para levantar os ânimos, uma reunião de 124 micro ensaios sobre os três mitos da modernidade – ciência, tecnologia e crescimento econômico – e os impasses advindos da crença desmedida neles. Para finalizar, a quarta parte do livro apresenta um esboço da utopia de Giannetti. Na contramão dos estudos que analisaram a identidade do Brasil com base em nossas raízes – e, portanto, retrospectivos –,...

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Cuidar das delações

Editorial Folha de S. Paulo 27/06/2010   Para sorte de todos os brasileiros que desejam um país melhor, a Operação Lava Jato alterou o paradigma de combate à corrupção. Com o apoio da teoria dos jogos, embutida no sistema de delações premiadas, procuradores têm conseguindo revelar os meandros dos esquemas de propina. De forma inédita, condenam-se dirigentes de grandes empreiteiras, enquanto políticos de alta patente se tornam alvo de investigações. Como seria de esperar, forças poderosas mostram-se dispostas a pôr freio nas operações. Atuam tanto nas sombras -onde, ao que parece, têm fracassado- quanto à luz do dia, por meio de projetos destinados a modificar as leis em vigor. Se transações escusas merecem apenas a firme repulsa da sociedade, as iniciativas legislativas por vezes suscitam debates oportunos. Discutem-se, em resumo, três pontos: fixar prazo de 45 dias para o delator apresentar provas documentais; proibir colaboração de quem estiver preso; revogar o segredo de justiça (ou até anular) de delações que vazem para a imprensa. Não se ignora que o sistema de colaboração premiada dá margem a abusos, e os dois primeiros aspectos tocam em questões sensíveis. É preciso cuidar para que os delatores não relatem à Justiça meras fofocas ou, pior, exercícios de imaginação interessada. Exigir que os depoimentos se façam acompanhar de elementos concretos é mais que necessário. Ocorre que nem tudo comporta provas documentais. Se o réu não...

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O Supremo e os Políticos com Foro Privilegiado

O Supremo, em vez de ser o pacificador das incertezas econômicas e políticas, retroalimenta-se, e passa a ser uma de suas causas Joaquim Falcão 26/06/2016   RIO — Com a Operação Custo Brasil e a Operação Turbulência, fica mais evidente a capacidade dos magistrados, promotores, procuradores, delegados membros da Receita Federal de trabalharem em “tempo razoável”. Como manda a Constituição. Não somente Curitiba, agora também São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco. O problema é a “razoável duração do processo” e o tempo que o Supremo tem levado para julgar políticos com foro privilegiado. De 2001 até hoje são cerca de 560 casos. Até 2001, o Supremo precisava de autorização prévia do Congresso para julgar os congressistas. Mas a Constituição mudou. Não precisa mais. Pensava-se que assim os processos tramitariam mais rápido. Não é o que os dados do Supremo em Números, da FGV Direito Rio, revelam. Em 2003, o STF levava em média 277 dias para julgar ações penais correspondentes àqueles com foro privilegiado. Em 2016, são mais de 1.200 dias. Aumento de 346%. E o total de ações novas aumentou em 132%. Em 2014, o STF, pensando em agilizar esses processos, determinou que estas autoridades poderiam ser julgadas pelas Turmas. Não funcionou até agora. De 1.396 dias em 2014, aumentou para 1.536 em 2015. Tudo não passaria de um problema de gestão interna na...

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Michel (Dilma) & Vladimir

João da Silveira 26/06/2016   Michel (Dilma) na Quarta Semana de Junho Episódios marcantes da semana: recuperação judicial da Oi; “solução” para a dívida dos Estados; Operação Custo Brasil, prisão e soltura de Paulo Bernardo; MO admite elo com repasses para a campanha de Dilma; falência da cidade do Rio de Janeiro; Operação Turbulência. . . A recuperação judicial da Oi, outra gigante do capitalismo de Estado praticado pelos governos Lulopetistas. A dívida total de R$ 64,5 bilhões e a participação dos bancos oficiais. . . As lições do naufrágio da Oi, segundo o Estadão. . . José Mendonça de Barros, Estadão. . . A dívida dos Estados e o governo Temer como “solucionador”. Editorial do Estadão. . . O governo neste momento de interinidade é certamente frágil. Ele precisa se firmar primeiro. O governo interino de Temer não pode outra coisa senão “solucionar” problemas. . . Elio Gaspari fala aqui de “governos de eventos” ou do “governo de eventos” do Rio de Janeiro que certamente vão continuar. . . Precisamos sair desse paradigma. . . Temer não é nem poderá ser um governo de eventos, mas um governo discreto, um governo solucionador, um governo breve. . . Dilma e Lula, Odebrecht e OAS. . . Despetetização. . .Temer corta o atendimento a Dilma com os jatos da FAB e diz: “usar jatinho para denunciar o golpe é esdruxulo”....

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Dances with Bears

HELLO RAPALLO! THE INEVITABILITY OF THE NEW GERMAN TREATY ON ECONOMIC COOPERATION WITH RUSSIA John Helmer Friday, June 24, 2016 Secret negotiations have been under way for some time between high German and Russian officials, to which Chancellor Angela Merkel has been excluded. Warned by US Assistant Secretary of State Victoria Nuland, and in a recent coded communication from outgoing President Barack Obama that she must act to save her authority, and enforce European Union sanctions against Russia, Merkel has also received an ultimatum from her cabinet and party. This was delivered in the form of a page torn out of an Old German bible in which a large black spot had been inked. Either she step aside in secret, Merkel understood the signal, or she will be forced to resign in public. For more details of the meaning of the Black Spot, read this. Excerpts of the new treaty, which has been drafted by ministry-level officials Merkel has been unable to stop, have been leaked by sources close to the two sides in the secret talks. The sources claim the plan of negotiations commenced after the German Finance Minister Wolfgang Schauble (lead picture, 2nd from left), and Foreign Minister Frank-Walter Steinmeier (centre), agreed that Merkel’s hatred of President Vladimir Putin had become an unprecedented political liabilitity for Gerrmany and themselves. Russian sources close to Foreign Minister Sergei Lavrov (1st...

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