Mês: maio 2016

Aleppo

Russia and Iran move cautiously on Aleppo   M. K. Bhadrakumar May 12, 2016 the Aleppo frontline in Syria could be unravelling sooner than one thought. There are ominous signs already. The Saudi Arabian media reported that the Syrian government forces exchanged fire with rebel fighters even before the extended ceasefire ended midnight Wednesday and that Syrian war planes are back in action over Aleppo. Again, the flow of fighters to join the Syrian rebel groups from across the Turkish border shows no signs of let-up. The Turkish newspaper Yeni Safak, which is linked to the ruling party, reported Tuesday on a limited incursion into Syria by Turkish special forces, 8 kilometers deep along a 18-kiolemtere stretch in the Jarablus region. Turkey has possibly tested the Russian reflexes. According to the Wall Street Journal, the US knew about the Turkish incursion. The Turkish report also claimed that the US has agreed to transfer its advanced High Mobility Artillery Rocket System (HIMARS) to Turkey for deployment on the Syrian border in May. These rockets have a 90-kilometre range, which enables Turkey’s projection of power deep into northern Syria. Meanwhile, the so-called ‘moderate’ rebel groups (supported by the US and its allies) remain intermingled with Nusra Front in Aleppo. These ‘moderate’ groups – Jaish al-Islam and Ahrar Al-Sham – are also happily collaborating with Nusra.   This unholy alliance inflicted a...

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Discurso de posse do presidente interino Michel Temer

Michel Temer 12/05/2016   Íntegra do discurso de Michel Temer Eu pretendia que esta cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém ao momento que vivemos. Entretanto, eu vejo o entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores, e tenho absoluta convicção de que este entusiasmo deriva, precisamente, da longa convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo. Até pensei, num primeiro momento, que não lançaria nenhuma mensagem neste momento. Mas percebi, pelos contatos que tive nestes dois últimos dias, que indispensável seria esta manifestação. E minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade da nossa democracia; confiança na recuperação da economia nacional, nos potenciais do nosso país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de que, unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade. Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Ninguém, absolutamente ninguém, individualmente, tem as melhores receitas para as reformas que precisamos realizar....

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Carta aberta ao presidente Temer

Rogerio Chequer 12/05/2016 Senhor presidente Temer, O Brasil está prestes a assistir a um momento histórico: o afastamento da presidente da República. Mais importante ainda, um afastamento originado e motivado pela sociedade civil brasileira. Há 24 anos, a ideia do impeachment de Fernando Collor nasceu numa reunião de políticos e foi depois encampada com euforia pelos “caras pintadas”, cheios de esperança. De lá para cá, pouco mudou. Dez anos depois, a República foi tomada por um grupo com um plano maquiavélico, ilegal e egoísta. Após a revelação do mensalão, mesmo com o esforço corajoso de alguns juízes e de provas inequívocas de como o poder era tratado por Lula, pouco aconteceu além de alguns empresários e políticos presos. A sociedade comemorou em casa. O impeachment de Collor e o mensalão não foram capazes de mudar o Brasil. Agora, sr. presidente, na iminência de sua posse, temos uma nova chance. E essa chance vem de um processo bem diverso do de 1992. Um relatório técnico, elaborado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), escancarou uma tenebrosa face da prática política do governo Dilma. Entretanto, desta vez, indignado pelas descobertas da Operação Lava Jato, o povo decidiu tomar o destino em suas mãos e exigir justiça. Milhões de pessoas foram às ruas de forma pacífica, ordeira e constitucional, no que se configurou como as maiores manifestações sociais da história do Brasil....

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Depois do desastre, o esquecimento

Editorial do Estadão 11 Maio 2016   Com o malogro da desesperada tentativa de procrastinar o processo de impeachment usando como mão do gato a lamentável figura do presidente interino da Câmara dos Deputados, Dilma Rousseff acabou perdendo o que lhe restava de dignidade antes de perder o mandato de presidente da República. O Senado Federal deve aprovar hoje a admissibilidade do impeachment por crime de responsabilidade, decisão que implicará o afastamento da presidente por até 180 dias ou até a cassação definitiva de seu mandato, o que a esta altura é dado como coisa certa mesmo – embora eles não admitam publicamente – pelos partidários de Dilma. E, por se tratar de um julgamento eminentemente político, o destino de Dilma está desde já selado também pela manifestação da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro. A base legal para o processo que permite o impedimento de Dilma são as “pedaladas” fiscais e os decretos que liberaram recursos sem autorização prévia do Congresso. Trata-se, como toda questão legal, de assunto sujeito a controvérsia. A controvérsia, aliás, é o fundamento do princípio democrático do direito à ampla defesa. Neste caso, quem tinha competência constitucional para decidir se a discussão do impeachment é admissível ou não era a Câmara dos Deputados. Uma maioria de mais de dois terços dos parlamentares decidiu que o processo deveria, sim, ser encaminhado ao Senado Federal, para confirmar...

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Collor compara 2016 com 1992

O Antagonista 11.05.16 22:57   Como era previsto, Fernando Collor usou os 15 minutos na tribuna do Senado para comparar seu processo de impeachment com o de Dilma Rousseff, repisando as alegações de que foi vítima de uma injustiça. Ele criticou duramente o PT e defendeu o parlamentarismo. Citou o livro “Ruínas de um Governo”, de Ruy Barbosa, para dizer que o país chegou ao “ápice de todas as crises”. Relembrou trechos da denúncia do impeachment de 1992, de Barbosa Lima Sobrinho, buscando inspiração até no filósofo franco-alemão Barão d’Holbach. “A história me reservou este momento. Devo vivê-lo no estrito cumprimento de um dever. Tudo nos prova que a cada dia os nossos costumes se abrandam, os espíritos se esclarecem e a razão conquista terreno.” Collor dedicou a maior parte do discurso a mostrar como Dilma tem sido bem tratada, apesar das constantes queixas dos petistas. “Em 1992, bastaram menos de quatro meses, entre o recebimento da denúncia e a decisão do Senado de me afastar. No atual processo, já se passaram mais de oito meses e mais seis meses estão previstos. O rito é o mesmo, mas o ritmo e o rigor não. Basta lembrar que, entre a chegada do relatório da comissão especial no Senado e meu afastamento, transcorreram apenas 48 horas. O parecer da comissão especial possui 128 páginas. O mesmo parecer continha meia página, com apenas...

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