Mês: fevereiro 2016

Calote do governo pode quebrar bancos em 2018, diz fundador do antigo Pactual

 29/02/2016 A O Financista, Luiz Cezar Fernandes afirma que há risco real de o governo não pagar dívida SÃO PAULO – Luiz Cezar Fernandes fala baixo e pausadamente, embora sem timidez. Também gesticula com moderação e ri praticamente sem fazer barulho. Por isso, quem o visse atendendo a reportagem de O Financista, dificilmente imaginaria que, com aquela calma toda, o fundador do antigo Pactual e sócio de Jorge Paulo Lemann no lendário Garantia estava descrevendo um futuro horripilante para o Brasil. Até 2018, a dívida pública crescerá a uma velocidade tal que nem mesmo a inflação alta será capaz de corroê-la. Só restará, então, uma saída para o Palácio do Planalto: decretar o calote oficial da dívida interna – e não apenas fazer cara de paisagem para o que os economistas chamam de “default branco”, aquele em que a dívida nominal é paga, mas já não vale nada, porque foi carcomida pela inflação. Como os bancos privados são os maiores compradores de títulos públicos, a moratória representará o risco real de quebrarem. O último ato está em aberto, mas a aposta é que os bancos falidos serão estatizados. “A dívida é pública; o banco vira público; e tudo se resolve”, resume, sem alterar a voz. “Esse é um temor concreto que tenho”, confessa. Durante os 80 minutos de conversa, ele aludiu apenas uma vez a André Esteves, o técnico de informática que assumiu o controle do antigo Pactual, embrião do atual BTG Pactual,...

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Syrian Peace Plan: US Seethes at Its Humiliation by Russia

Public comments confirm reports of furious rows and recriminations between US officials at the way Russia has outplayed US in Syria Alexander Mercouris 29/02/2016 A very well sourced article, which has recently appeared in The Wall Street Journal (attached below), shows the extent of the policy disarray in Washington following the US-Russian “cessation of hostilities” agreement. It seems there has been a massive row. The heads of the US military and the CIA are clearly furious at the way in which they feel the US has been humiliated, and in a series of angry meetings in the White House they have made their feelings known. Though they rationalise their anger with talk about how Russia cannot be trusted, and how US allies in the regions like the Turks and the Saudis feel betrayed, that is what it amounts to. These recriminations have slipped into the open, as shown by the recent angry comments of Mark Toner, the US State Department’s deputy spokesman, who in exceptionally crude and undiplomatic language called on Russia in Syria “to put up or shut up”. These comments have provoked a stern rebuke from Maria Zakharova, the Russian Foreign Ministry’s formidable spokeswoman, whilst Alexey Pushkov, the Chairman of the State Duma’s committee for foreign affairs, has twisted the knife by Tweeting that “A deputy spokesman of the U.S. Department of State has broken down – frayed nerves.  In the United States...

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Victory in Security Council Shows Genius of Russian Diplomacy

Russia obtain a further UN Security Council Resolution conforming with the “cessation of hostilities” agreement Russia negotiated with the US – this time with American support Alexander Mercouris  29/02/2016 A week ago, amidst Turkish shelling of Kurdish positions in Syria and talk of a Turkish invasion, the Russians proposed a Resolution to the UN Security Council reaffirming Syria’s sovereignty. The Resolution was blocked by the US and its allies. The fact the US acted to block a UN Security Council Resolution that simply reaffirmed Syria’s sovereignty provoked widespread comment and incredulity. The reality is that it would have been politically impossible for the US to allow a Resolution to pass the UN Security Council that is critical – however implicitly – of Turkey, which is the US’s NATO ally. The Russians undoubtedly knew this when they proposed the Resolution. As I said last week on RT’s Crosstalk programme, in proposing the Resolution the Russians were simply putting a marker down, in effect engaging in a diplomatic play as they worked towards the UN Security Council Resolution they knew was coming. That Resolution duly came in the form of Resolution 2268, which was passed by the UN Security Council on 26th February 2016. Not only did the US not veto this Resolution. It supported it together with Russia. The preamble to Resolution 2268 (full text below) in effect does precisely...

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Risco de impeachment de Dilma aumentou, diz Barclays

 Notícia Publicada em 29/02/2016 11:31  Prisão de marqueteiro, agenda econômica e impopularidade podem contribuir para que petista saia ainda em 2016 SÃO PAULO – O isolamento da presidente Dilma Rousseff, do PT, reflete a diminuição de sua base de apoio e determina o aumento do risco de impeachment da petista, segundo relatório do Barclays assinado pelo economista Bruno Rovai. De acordo com a instituição financeira, durante a semana passada, três diferentes setores de apoio de Dilma foram abalados a partir da prisão de João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas presidenciais da petista, das fortes críticas de seu partido sobre as políticas econômicas do governo e dos primeiros sinais de que os movimentos sociais estão se distanciando de Dilma. As acusações contra Santana podem ser utilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em uma eventual cassação de sua candidatura de 2014. Rovai diz acreditar que este processo será demorado, mas sinaliza que as denúncias enfraquecem sua imagem ainda mais, o que dificulta a estratégia de Dilma de conseguir apoio no Congresso contra o impeachment. A agenda econômica do governo, que estaria colocando o PT contra a presidente, desestabiliza seu apoio no Congresso. Os movimentos sociais também reprovam a agenda do governo e acabam contribuindo para que a petista lidere entre os presidentes mais impopulares da história recente. De acordo com o Barclays, esse conjunto de informações aumenta as chances de que...

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William Summerhill

  PROFESSOR    CLASS WEBSITES CV REQUEST CONTACT INFORMATION Email    wrs[at]history.ucla.edu Office  9256 Bunche Hall Phone  310-206-7600 WilliamSummerhill.com William Summerhill is a historian of Brazil. His research interests include sovereign debt, banking and finance, education and human capital, railroads and the provision of infrastructure, and inequality.  He is the author of Inglorious Revolution: Political Institutions, Sovereign Debt, and Financial Underdevelopment in Imperial Brazil (Yale University Press, 2015), and Order Against Progress: Government, Foreign Investment, and Railroads in Brazil, 1854-1913 (Stanford University Press, 2003). He is completing a book on the roles of Brazilian slave traders and London bankers in state-building in the early nineteenth century. Summerhill has been a visting professor at the Universidade de São Paulo (FEA/USP), the École des Hautes Études en Sciences Sociales, and the Universidade Estadual Paulista (UNESP). He was a visiting research scholar at the Escola de Pós-Graduação em Economia of the Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV), and a National Fellow at the Hoover Institution. He has presented his research at Insper, the Universidade de São Paulo,  EPGE-FGV, the Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças, Unicamp, the Universidade Federal do Rio Grande do Sul, the Universidade Federal de Pelotas, and the Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Notes: Inglorious Revolution highlighted by Elio Gaspari in Folha de S.Paulo (February 2016); interviewed by Márcio Kroehn in IstoÉ Dinheiro, “O Brasil tem um estado enorme para um país emergente,” (February 2016); Inglorious Revolution profiled in Americas Quarterly by Asher Levine, “What a 19th Century Default Says About Brazil’s Crisis Today,”...

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