Mês: janeiro 2016

Jabor, FHC & Lula

  Caro Senador, Há quase 10 anos em junho de 2006, Arnaldo Jabor publicou uma coluna de gênio intitulada “Há Lulas que vêm para o bem”. A crônica começou tratando das decepções de tucanos e petista e da grande decepção porque passava o país, então e segundo Jabor, com a democracia. Ante tal decepção, Jabor ressalvou FHC nos seguintes termos: “FHC foi um parêntesis em nossa tradição presidencial, que agora volta [com Lula] ao formato secular. Ele [FHC] e nós [Jabor] nos desiludimos porque achávamos que a racionalidade seria bem recebida. Não foi.” Não obstante esse FHC, Jabor tem outras formulações de gênio. Exemplo: “Em nossa história, tudo vai devagar e só algumas migalhas frutificam. Nos últimos anos, tudo que aconteceu é muito mais o produto de influências econômicas externas e da espantosa resistência colonial do Atraso do que de nossos desejos políticos. Somos filhos bastardos de um progresso que não planejamos.” E aprendemos muito com o corte epistemológico, com o salto qualitativo que Roberto Jefferson provocou: “Todo o diagrama da direita do atraso ficou visível, quando Jeff abriu a cortina do bordel e nos mostrou a sacanagem sistemática que ocorria. Vimos a cara da fisiologia do Atraso e, também, de quebra, entendemos o absurdo dos métodos ‘revolucionários’ que o governo do PT adotara, na base dos ‘fins justificam os meios’. Entender o crime da direita e da esquerda...

Ler mais

Dilma Rousseff

 Um feliz 2016 para o povo brasileiro   Dilma Rousseff 01/01/2016   O ano de 2015 chegou ao final e a virada do calendário nos faz reavaliar expectativas e planejar novas etapas e desafios. Assim, como sempre, nos traz a necessidade de refletir sobre erros e acertos de nossas decisões e atitudes. Este 2015 foi um ano muito duro. Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica. Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias. Tivemos também a instabilidade política que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país. Mais do que fazer um balanço do que se passou, quero falar aqui da minha confiança no nosso futuro e reafirmar minha crença no Brasil e na força do povo brasileiro. Estou convicta da nossa capacidade de chegarmos ao fim de 2016 melhores do que indicam as previsões atuais. A principal característica das crises econômicas do Brasil, desde os anos 1950, é...

Ler mais