Autor: João

Hoje é nosso dia

Diogo Mainardi 11/10/2015   Eu, Diogo, publiquei dezenas de colunas sobre Lulinha. Ele, Mario, publicou dezenas de reportagens sobre Lulinha. Hoje é nosso dia. Para comemorar, reciclei algumas de minhas velhas colunas sobre o tema, de 2005 a 2008   Lula desconhece o que é certo ou errado  “Eu acredito no presidente Lula”. É o nome de uma comunidade no Orkut. Luís Cláudio, um dos filhos de Lula, é membro dessa comunidade. Ele é membro também da comunidade “Sou orelhudo porém feliz”. Lula tem cinco filhos. Luís Cláudio é o caçula. Não foi Luís Cláudio quem abocanhou 625.000 reais da Telemar. Não. Foi outro filho de Lula, chamado Fábio Luís. Luís Cláudio é recordado apenas por ter viajado com um bando de amigos ao Palácio da Alvorada, com tudo pago, num avião da FAB. Não surpreende que a namorada de Luís Cláudio, Talita, pertença à comunidade “Eu amo viajar com meu namorado”. Luís Cláudio deve ter feito alguma bobagem recentemente. Talita deixou o seguinte recado no caderno de anotações dele no Orkut: “Oh, num eh q ti dexando isso aki que dize q eu eskeci o q vc fez viu… to brava ainda!!”.  Marcos Cláudio é o filho mais velho de Lula. No Orkut, ele participa da comunidade “Viva Lula”. Além disso, é o fundador da comunidade dos “adoradores do Shopping Metrópole de São Bernardo do Campo”. Marcos Cláudio era do departamento...

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Cálculos na tormenta

Igor Gielow 10/10/2015   O governo Dilma-3 já demonstra exaustão em uma semana de vida, com o TSE determinado a buscar balas de prata, com a desastrada ofensiva judicial do Planalto neolulista contra o TCU conferindo um tom épico à rejeição das contas pedaladas, e com a Câmara indócil como sempre. Com isso, a maquininha do impeachment continuou rodando azeitada. A oposição deveria estar a comemorar, certo? Sim e não. Sim, porque a decadência do governo soa inevitável. O parecer do TCU é peça robusta e se encaixa no contexto do crime continuado e com um sentido eleitoral. A negativa é óbvia, não apenas porque o impedimento só de Dilma obrigaria uma decisão sobre apoiar ou não Temer: oposição, PSDB à frente, botou todas suas fichas na aliança com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para reger o rito do impeachment. Como cada dia que passa traz novas revelações vindas da Suíça contra Cunha, a aliança com o peemedebista tornou-se um abacaxi a ser descascado pelos tucanos. Depois de fazer cara de paisagem, a oposição já trabalha com a hipótese de Cunha ou fora, ou enfraquecido a ponto de buscar algum tipo de composição com o Planalto. No primeiro caso, o que importa ao PSDB é ter na cadeira alguém tão independente do governo quanto ele. No segundo, há a certeza de que o peemedebista irá deixar o processo correr, mas surgem...

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Dilma & Vladimir

João da Silveira 05/10/2015   Dilma na Primeira Semana de Outubro de 2015 Terá Dilma Rousseff tido a sensação ou premonição de que esta foi sua última ida à Assembleia Anual das Nações Unidas como presidente do Brasil? Certo é que não. Observando-a desde o Brasil, onde seu governo segue em condições precárias, pode-se ter facilmente essa sensação. Aliás, dada a forma como ela alcançou sua reeleição, sua política econômica populista de incentivo ao consumo e não à poupança nem ao investimento produtivo, dada a corrupção imensa de seu capitalismo de Estado e de favorecimento aos amigos de Lula, é possível imaginar desde sempre que ela não terminará seu segundo mandato. E a marcha dos acontecimentos até aqui só reforça essa percepção. Até 2014, Dilma ia bem, Dilma foi bem, Dilma reelegeu-se. Em 2012, a revista Foreign Affairs a colocou na 42a posição entre os 100 maiores pensadores globais. Em 2013, ela cancelou viagem ao D.C. de visita a Barack e criticou na ONU o governo americano por espionar países amigos. Em 2014, criticou a forma como os Estados Unidos combatiam o ISIS. Disse ela: “Vocês acreditam que bombardear o Isis resolve o problema? Porque, se resolvesse, eu acho que estaria resolvido no Iraque, e o que se tem visto no Iraque é a paralisia”. . . O ISIS, ela explicou, é um “subproduto” da “dissolução do Estado iraquiano”,...

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PMDB

PMDB comandará orçamento maior do que os petistas na nova Esplanada Ministérios que a partir de agora estarão nas mãos dos peemedebistas têm alto poder político e econômico   Alberto Bombig e Vera Rosa, 04/10/2015 A reforma ministerial deu fôlego à presidente Dilma Rousseff, mas ela virou refém do PMDB e seus auxiliares temem que o partido cobre faturas cada vez mais altas para emprestar apoio ao Palácio do Planalto, se a crise não arrefecer. O PT nunca esteve tão enfraquecido na correlação de forças com os partidos da coalizão governista desde que chegou ao Planalto, mostra levantamento feito pelo Estado. No novo arranjo da Esplanada, o PMDB tem previsão de administrar ao menos R$ 99 bilhões do Orçamento para 2016, ante R$ 75, 5 bilhões programados para as pastas petistas. O levantamento também deixa claro que, ao longo dos mandatos, a era petista vem sendo corroída pelo arranjo de forças para dar sustentação ao projeto do partido, alvo de denúncias de corrupção e sob constante ataque dos adversários. Se em 2003, início da primeira gestão Lula, o partido tinha 19 dos 35 ministérios (54% do total de pastas), agora os petistas estarão à frente apenas de 9 das 31 pastas (29% do total). Principal parceiro do PT, o PMDB entrou no governo com apenas dois ministérios, em 2004: Comunicações e Previdência. Em 2007, no início da segunda gestão Lula,...

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Stephen Cohen Rips Media Demonization of Putin

“This is a multi-million dollar venture…to discredit Putin.” (German Economic News) Sat, Oct 3, 2015 This interview originally appeared in German Economic News. Translated by Werner Schrimpf for Russia Insider. Deutsche Wirtschafts Nachrichten: Mr. Cohen, you are “Professor Emeritus“  of Russian studies and policies in Princeton, political advisor to the U.S. government and member of the Council on Foreign Relations (CFR). Nevertheless U.S. main stream media are ignoring your opinion when it comes to assessing Russia. How come? Stephen Cohen: President Bush invited me twice in the 1980s to Washington and Camp David to talk about Russia. And concerning the Council on Foreign Relations? I am afraid you may have gotten the impression I would be in close touch with the U.S. elites which is definitely not the case. It is just the inner circle of the CFR who is representing the American elite and who has the power. Myself, I am just an ordinary member. In former times the objective of this organization was to get a balanced view of Russia but this has changed dramatically. Meanwhile this organization is totally uninterested in Russia’s policy so I do not show up there any longer. In the time frame between the 1970s and 1980s, partially in the 1990s, I had easy access to the mass media. But this ended during the 1990s and since the Putin era I hardly get invitations any...

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