Autor: João

PMDB & Impeachment (2)

Caro Senador, Ontem, em matéria da Folha, Dilma esperava “integral confiança de Temer”, ironicamente. O mais curioso: disse não ter sido informada da saída de Padilha e que ainda contava “‘com a presença dele no governo’”! Temer, em almoço com Alckmin, teria dito que se mantém distante do impeachment, “pois se envolver na questão não é o papel do vice”. Edinho Silva, em entrevista à Folha, disse que “‘não é perfil do Temer desembarcar do governo’”, outra frase curiosa, pois vice é vice, não é governo. Isso é o que estava na Folha ontem, suplementado pelo Estadão também de ontem, onde se informava que os ministros Henrique Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), pressionados por Cunha e peemedebistas pró impeachment, resistem deixar o governo. Mas ainda ontem, no Estadão, a agenda política seguia em marcha batida para o impeachment. Temer aparece como um exímio articulador, tendo já unido os tucanos Aécio, Alckmin, e Serra em apoio a seu eventual governo, enquanto mantém interlocução assídua com Lula, o que intriga até mesmo os petistas, mas não intriga O Antagonista, cujo raciocínio é o de que é melhor para o PT e para Lula se livrarem de Dilma. Por outro lado, as articulações de Temer são vistas como conspiração pelo Planalto, que redobra seus cuidados com o índice de fidelidade dos peemedebistas, a quem foram dados sete ministérios. ....

Ler mais

PMDB & Impeachment (2)

Mensagens para o Senador: PMDB & Impeachment (2) Caro Senador, Ontem, em matéria da Folha, Dilma esperava “integral confiança de Temer”. O mais curioso: disse não ter sido informada da saída de Padilha e que ainda contava “‘com a presença dele no governo’”! Temer, em almoço com Alckmin, teria dito que se mantém distante do impeachment, “pois se envolver na questão não é o papel do vice”. Edinho Silva, em entrevista à Folha, disse que “‘não é perfil do Temer desembarcar do governo’”, outra frase curiosa, pois vice é vice, não é governo. Isso é o que está na Folha ontem, suplementado pelo Estadão também de ontem, onde se informa que os ministros Henrique Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), pressionados por Cunha e peemedebistas pró impeachment, resistem deixar o governo. Ainda ontem no Estadão, a agenda política seguia em marcha batida para o impeachment. Temer aparece como um exímio articulador, tendo já unido os tucanos Aécio, Alckmin, e Serra em apoio a seu eventual governo, enquanto mantém interlocução assídua com Lula, o que intriga até mesmo os petistas. As articulações de Temer são vistas como conspiração pelo Planalto, que redobra seus cuidados com o índice de fidelidade dos peemedebistas, a quem foram dados sete ministérios. . . A lógica irônica predominante no Palácio e expressa por Jacques Wagner em diálogo com a presidente Dilma é a...

Ler mais

Economistas Antagônicos

Caro Senador, Bresser Pereira é contra o impeachment. Para ele, o impeachment é manobra de Cunha, é “chantagem” e já nasce morto . . . Acha que depois, Dilma vai poder governar tranquilamente . . . O Brasil é um país capitalista e a democracia está consolidada . . . A crise nasce da baixa popularidade da presidente e da irresponsabilidade da oposição . . . O impeachment é uma ameaça para a democracia . . . O mercado já fez o ajuste cambial (a R$ 3,80) e as empresas competentes são agora competitivas . . . E a recuperação virá no segundo semestre do ano que vem. (Ver original). Luiz Carlos Mendonça de Barros vê a situação de forma diferente: a sociedade quer o impeachment e a crise econômica se agrava . . . Vivemos o fim de uma hegemonia política, que criou um vácuo na oposição, coisa que a gente do mercado nunca viu . . . A solução está criação de nova hegemonia mais à direita, mais de mercado . . . PMDB + PSDB . . . A situação não é desesperadora, mas todos esperam uma troca de comando . . . O que se fez com Itamar Franco e Fernando Henrique pode-se repetir com Michel Temer e Aécio Neves . . . Com que governabilidade Dilma reagiria? (Ver original). Abr.,...

Ler mais

PMDB & Impeachment (1)

Caro Senador, Deverá ser elaborado um painel com os nomes dos parlamentares favoráveis e contrários à abertura do processo de impeachment. Leonardo Picciani, líder do PMDB na CD, é contrário. O Governo é pela convocação do Congresso no recesso. A oposição é contra a convocação. A oposição poderá ser a favor, todavia, caso a convocação seja para votar as pedaladas de 2014, mas não para votar o impeachment. Renan Calheiros parece contrário à convocação do Congresso. Renan visitou o Jaburu logo depois que Cunha deflagrou o processo de impeachment. São sinais sugestivos de que Renan seja favorável ao impeachment. Mas há dúvidas. . . Renan entorta! O PMDB move-se muito timidamente, ou move nos dois sentidos, pró e contra. Há rumores de que na escolha dos oito membros que comporá a bancada do partido no Conselho quatro serão favoráveis ao impeachment e quatro serão contra. Partido dividido. Mesmo neste momento de crise tão aguda, o PMDB mostra-se incapaz de assumir uma posição clara na resolução dela. É um partido de líderes frouxos e quadros oportunistas, quando não comprometidos com o que há de mais nefasto na política brasileira. Não há mais lideranças fortes, como Ulysses e Quércia, capazes de assumir posições claras pelo que viam como o bem da Nação. Temer é um líder frouxo. Renan e Cunha, os dois pilares centrais do poder partidário, nem falam no bem...

Ler mais

PMDB & Impeachment (1)

Mensagem para o Senador: PMDB & Impeachment (1) Caro Senador, Deverá ser elaborado um painel com os nomes dos parlamentares favoráveis e contrários à abertura do processo de impeachment. Leonardo Picciani, líder do PMDB na CD, é contrário. O Governo é pela convocação do Congresso no recesso. A oposição é contra a convocação. A oposição poderá ser a favor, todavia, conforme a definição da pauta: favorável se for para votar as pedaladas de 2014, mas não para votar o impeachment. Renan Calheiros parece contrário à convocação do Congresso. Renan visitou o Jaburu logo depois que Cunha deflagrou o processo de impeachment. São sinais sugestivos de que Renan seja favorável ao impeachment. Mas há dúvidas. . . O PMDB move-se muito timidamente, ou move nos dois sentidos, pró e contra. Há rumores de que na escolha dos oito membros que comporá a bancada do partido no Conselho quatro serão favoráveis ao impeachment e quatro serão contra. Mesmo neste momento de crise tão aguda, o PMDB mostra-se incapaz de assumir uma posição clara na resolução dela. É um partido de líderes frouxos e quadros oportunistas, quando não comprometidos com o que há de mais nefasto na política brasileira. Não há mais lideranças fortes, como Ulysses e Quércia, capazes de assumir posições claras pelo que viam como o bem da Nação. Renan e Cunha, os dois pilares centrais do poder partidário, nem...

Ler mais