Autor: João

Dilma & Vladimir

João da Silveira 05/10/2015   Dilma na Primeira Semana de Outubro de 2015 Terá Dilma Rousseff tido a sensação ou premonição de que esta foi sua última ida à Assembleia Anual das Nações Unidas como presidente do Brasil? Certo é que não. Observando-a desde o Brasil, onde seu governo segue em condições precárias, pode-se ter facilmente essa sensação. Aliás, dada a forma como ela alcançou sua reeleição, sua política econômica populista de incentivo ao consumo e não à poupança nem ao investimento produtivo, dada a corrupção imensa de seu capitalismo de Estado e de favorecimento aos amigos de Lula, é possível imaginar desde sempre que ela não terminará seu segundo mandato. E a marcha dos acontecimentos até aqui só reforça essa percepção. Até 2014, Dilma ia bem, Dilma foi bem, Dilma reelegeu-se. Em 2012, a revista Foreign Affairs a colocou na 42a posição entre os 100 maiores pensadores globais. Em 2013, ela cancelou viagem ao D.C. de visita a Barack e criticou na ONU o governo americano por espionar países amigos. Em 2014, criticou a forma como os Estados Unidos combatiam o ISIS. Disse ela: “Vocês acreditam que bombardear o Isis resolve o problema? Porque, se resolvesse, eu acho que estaria resolvido no Iraque, e o que se tem visto no Iraque é a paralisia”. . . O ISIS, ela explicou, é um “subproduto” da “dissolução do Estado iraquiano”,...

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PMDB

PMDB comandará orçamento maior do que os petistas na nova Esplanada Ministérios que a partir de agora estarão nas mãos dos peemedebistas têm alto poder político e econômico   Alberto Bombig e Vera Rosa, 04/10/2015 A reforma ministerial deu fôlego à presidente Dilma Rousseff, mas ela virou refém do PMDB e seus auxiliares temem que o partido cobre faturas cada vez mais altas para emprestar apoio ao Palácio do Planalto, se a crise não arrefecer. O PT nunca esteve tão enfraquecido na correlação de forças com os partidos da coalizão governista desde que chegou ao Planalto, mostra levantamento feito pelo Estado. No novo arranjo da Esplanada, o PMDB tem previsão de administrar ao menos R$ 99 bilhões do Orçamento para 2016, ante R$ 75, 5 bilhões programados para as pastas petistas. O levantamento também deixa claro que, ao longo dos mandatos, a era petista vem sendo corroída pelo arranjo de forças para dar sustentação ao projeto do partido, alvo de denúncias de corrupção e sob constante ataque dos adversários. Se em 2003, início da primeira gestão Lula, o partido tinha 19 dos 35 ministérios (54% do total de pastas), agora os petistas estarão à frente apenas de 9 das 31 pastas (29% do total). Principal parceiro do PT, o PMDB entrou no governo com apenas dois ministérios, em 2004: Comunicações e Previdência. Em 2007, no início da segunda gestão Lula,...

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Stephen Cohen Rips Media Demonization of Putin

“This is a multi-million dollar venture…to discredit Putin.” (German Economic News) Sat, Oct 3, 2015 This interview originally appeared in German Economic News. Translated by Werner Schrimpf for Russia Insider. Deutsche Wirtschafts Nachrichten: Mr. Cohen, you are “Professor Emeritus“  of Russian studies and policies in Princeton, political advisor to the U.S. government and member of the Council on Foreign Relations (CFR). Nevertheless U.S. main stream media are ignoring your opinion when it comes to assessing Russia. How come? Stephen Cohen: President Bush invited me twice in the 1980s to Washington and Camp David to talk about Russia. And concerning the Council on Foreign Relations? I am afraid you may have gotten the impression I would be in close touch with the U.S. elites which is definitely not the case. It is just the inner circle of the CFR who is representing the American elite and who has the power. Myself, I am just an ordinary member. In former times the objective of this organization was to get a balanced view of Russia but this has changed dramatically. Meanwhile this organization is totally uninterested in Russia’s policy so I do not show up there any longer. In the time frame between the 1970s and 1980s, partially in the 1990s, I had easy access to the mass media. But this ended during the 1990s and since the Putin era I hardly get invitations any...

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Vladimir Putin

On the New Cold War and Ukraine   Oct. 03, 2015   JOHN SIMPSON, BBC, asks: “Western countries almost universally now believe that there’s a new Cold War and that you, frankly, have decided to create that. We see, almost daily, Russian aircraft taking sometimes quite dangerous manoeuvres towards western airspace. That must be done on your orders; you’re the Commander-in-Chief. It must have been your orders that sent Russian troops into the territory of a sovereign country – Crimea first, and then whatever it is that’s going on in Eastern Ukraine. Now you’ve got a big problem with the currency of Russia, and you’re going to need help and support and understanding from outside countries, particularly from the West. So can I say to you, can I ask you now, would you care to take this opportunity to say to people from the West that you have no desire to carry on with the new Cold War, and that you will do whatever you can to sort out the problems in Ukraine? Thank you!” VLADIMIR...

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The Mind of Mr. Putin

  Friday – October 2, 2015 Patrick J. Buchanan   “Do you realize now what you have done?” So Vladimir Putin in his U.N. address summarized his indictment of a U.S. foreign policy that has produced a series of disasters in the Middle East that we did not need the Russian leader to describe for us. Fourteen years after we invaded Afghanistan, Afghan troops are once again fighting Taliban forces for control of Kunduz. Only 10,000 U.S. troops still in that ravaged country prevent the Taliban’s triumphal return to power. A dozen years after George W. Bush invaded Iraq, ISIS occupies its second city, Mosul, controls its largest province, Anbar, and holds Anbar’s capital, Ramadi, as Baghdad turns away from us — to Tehran. The cost to Iraqis of their “liberation”? A hundred thousand dead, half a million widows and fatherless children, millions gone from the country and, still, unending war. How has Libya fared since we “liberated” that land? A failed state, it is torn apart by a civil war between an Islamist “Libya Dawn” in Tripoli and a Tobruk regime backed by Egypt’s dictator. Then there is Yemen. Since March, when Houthi rebels chased a Saudi sock puppet from power, Riyadh, backed by U.S. ordinance and intel, has been bombing that poorest of nations in the Arab world. Five thousand are dead and 25,000 wounded since March....

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