Autor: João

Entrevista a Sean Penn ajudou a colocar ‘El Chapo’ de volta na cadeia

Chefe do cartel de Sinaloa manteve encontros secretos com o ator americano para relato publicado na ‘Rolling Stone’, dando, assim, uma ajudinha para as autoridades mexicanas 10/01/2016 às 08:39 – Atualizado em 10/01/2016 às 08:39 Narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán é escoltado em um helicóptero no aeroporto da Cidade do México após ser recapturado durante uma operação militar em Los Mochis, no estado mexicano de Sinaloa – 08/01/2016(Alfredo Estrella/AFP)   A vaidade do traficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, que foi recapturado na sexta-feira em Sinaloa, cidade onde ele fundou um dos maiores e mais violentos cartéis de drogas do planeta, pode ter contribuído para que ele fosse encontrado pelas autoridades mexicanas. O criminoso chegou a conceder uma entrevista ao ator americano Sean Penn para a revista Rolling Stone – e o relato ajudou a polícia a capturá-lo, afirma o governo do México. Agora, “El Chapo” deve ser extraditado para os Estados Unidos. Em artigo publicado no fim do sábado na revista Rolling Stone, Penn relembrou um longo encontro com Guzmán, que havia escapado em julho de uma prisão de segurança máxima mexicana pela segunda vez em 14 anos. Guzmán, conhecido como “El Chapo”, ou “Baixinho”, queria que sua história se tornasse tema de um filme, conta o ator. O encontro foi intermediado pela estrela do cinema mexicano Kate del Castillo, segundo o artigo de Penn. Kate, que atuou como uma líder do narcotráfico na...

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Sean Penn Secretly Interviewed ‘El Chapo,’ Mexican Drug Lord

By RAVI SOMAIYA JAN. 9, 2016 The actor Sean Penn, left, and the drug lord Joaquín Guzmán Loera in a photo taken for interview authentication purposes. CreditRolling Stone   Joaquín Guzmán Loera, the Mexican drug lord known as El Chapo, started out in business not long after turning 6, selling oranges and soft drinks. By 15, he said in an interview conducted in a jungle clearing by the actor and director Sean Penn for Rolling Stone magazine, he had begun to grow marijuana and poppies because there was no other way for his impoverished family to survive. Now, unapologetically, he said: “I supply more heroin, methamphetamine, cocaine and marijuana than anybody else in the world. I have a fleet of submarines, airplanes, trucks and boats.” Though his fortune, estimated at $1 billion, has come with a trail of blood, he does not consider himself a violent man. “Look, all I do is defend myself, nothing more,” he told Mr. Penn. “But do I start trouble? Never.” The seven hours Mr. Guzmán spent with Mr. Penn, and the follow-up interviews by phone and video — which began in October while he was on the run — marked another surreal turn in his long-running effort to evade the Mexican and American authorities. Mr. Guzmán, one of the world’s most wanted fugitives, who had twice escaped jail, was captured in his home state of Sinaloa in...

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Temer põe pé na estrada pelo controle do PMDB

  Com apoio de cerca de 60% do partido, vice-presidente visitará diretórios regionais em busca de votos na convenção de março 10/01/2016 às 09:26 – Atualizado em 10/01/2016 às 09:41 O vice-presidente Michel Temer: tour pelo comando do PMDB(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Com mapa dos representantes do PMDB que têm poder de voto nas mãos, o vice-presidente da República, Michel Temer, iniciará no fim deste mês um giro pelo país na tentativa de consolidar apoio a sua recondução ao comando da legenda e de impedir as movimentações do grupo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o vice tem hoje o apoio de cerca de 60% do partido. Com o receio de ter a liderança partidária posta em xeque e diante da proximidade da Convenção Nacional da legenda, prevista para março, Temer montou um grupo específico para cuidar da sua campanha, que contará com a participação do presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Moreira Franco, e do ex-ministro Eliseu Padilha. O tour deve começar pela Região Sul, onde historicamente o vice detém maior número de apoio. A princípio, as viagens serão feitas com recursos da legenda. Segundo o secretário-geral do PMDB, deputado Mauro Lopes (MG), além das visitas às principais capitais do País, a campanha também deve contar com uma estrutura de call center para efetivar contatos com representantes do partido nas cidades em que...

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As verdades de Wagner

As polêmicas declarações feitas pelo ministro da Casa Civil foram autorizadas por Lula e Dilma e fazem parte de um movimento para criar uma alternativa à candidatura do ex-presidente em 2018. O problema é que a missão parece impossível   Debora Bergamasco 08.Jan.16 – Atualizado em 10.Jan.16   Não foi à toa que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, começou 2016 se expondo, protagonizando trocas de farpas com lideranças que comandam o PT e se colocando como o principal porta-voz da presidente Dilma Rousseff. O comportamento do ministro nas primeiras semanas do ano traduz um projeto que vem sendo desenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde meados de 2014, mas que só agora, nas últimas semanas de 2015, obteve o apoio e a aprovação da presidente Dilma, durante uma discreta reunião com Lula no Palácio da Alvorada. Não é novidade que o ex-presidente tem o desejo de transformar Wagner em plano B para a sucessão de Dilma. O plano A e sonho dos petistas é o retorno do próprio Lula. O problema é que o avanço das investigações da Operação Lava Jato, a rejeição do PT, a impopularidade de Dilma e as crises política e econômica fazem do plano A nada mais do que uma miragem. E foi diante desse cenário que Lula e Dilma se entenderam nas últimas semanas do ano passado e definiram os...

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Crise entre Arábia Saudita e Irã mascara disputa entre países, diz especialista

10 JAN 2016 10h05 O agravamento da tensão entre Arábia Saudita e Irã, que atingiu o ápice com o rompimento das relações diplomáticas entre os países, na última semana, era previsível. Intensificada com o bombardeio da embaixada iraniana no Iêmen no último dia 7, em que o Irã acusa a Arábia Saudita de ter participado, a crise mascara disputas por hegemonia no Oriente Médio e lança uma “cortina de fumaça” sobre os problemas que enfrenta a monarquia saudita Al Saud. A avaliação é da coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e as relações Sul-Sul da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beatriz Bissio, que foi chefe do departamento de Ciência Política da instituição até dezembro. PHD em História e especialista em civilização islâmica e árabe, a professora avalia que, com a situação, os sauditas tentam desviar atenção de problemas internos, provocados pela queda do preço do petróleo, que sustenta a economia do país. Para Beatriz Bissio, o governo saudita teme perder o papel de principal aliado do Ocidente, em especial, dos Estados Unidos, no Oriente Médio, depois que um acordo histórico, liderado pelos americanos em 2015, limitou o programa nuclear iraniano e retirou sanções econômicas impostas aos persas por décadas. O Irã, que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo, anunciou que pretende voltar ao patamar de exportar 4 milhões de barris de petróleo por dia,...

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