Autor: João

A cabeça de Moro, capítulo I

Saiba quem é e o que pensa o homem que começou a derrubar o esquema das petrorroubalheiras Por: André Petry23/12/2015 às 21:55 – Atualizado em 24/12/2015 às 08:14 O JUIZ SERGIO FERNANDO MORO: seu mundo discreto começou a virar pelo avesso em 11 de julho de 2013, quando ele autorizou a polícia federal a fazer “escuta telefônica e telemática” contra um obscuro doleiro(Laílson Santos/VEJA) De 11 de julho de 2013 para cá, o juiz Sergio Moro tornou-se uma celebridade nacional. Não há semana em que não tenha um convite para falar em algum evento, e a inclusão de seu nome na lista de palestrantes é garantia de casa cheia. Não há lugar público – restaurante, aeroporto, fila de táxi – em que ele não seja aplaudido por populares. Em 2015, sua figura ganhou ainda mais preeminência em função do contraste entre sua distinção pública e as mentiras e pontapés e manobras e bandalheiras gerais que cobriram Brasília de escárnio. Com a notoriedade, Moro teve de abandonar o hábito de ir para o trabalho de bicicleta. Está um pouco mais gordo e, apesar da timidez pétrea, um pouco mais desinibido. Ganhou traquejo no trato com a imprensa, que sempre o cerca nos eventos públicos com flashes e perguntas, e também se habituou ao assédio do público, que o cumula de pedidos de selfies e autógrafos. A mudança mais relevante, porém, nesses dois anos...

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Foco da Lava Jato em 2016 será contas ilegais, diz Dallagnol

ADRIANO CEOLIN – 24 Dezembro 2015 | 05h 00 Procurador afirma que objetivo é aumentar recuperação de valores enviados ao exterior por acusados de desviar verbas da Petrobrás BRASÍLIA – O Ministério Público Federal estabeleceu que, em 2016, os principais objetivos da Operação Lava Jato serão identificar mais contas no exterior usadas no esquema de corrupção na Petrobrás, fechar o cerco contra empresas estrangeiras envolvidas e triplicar o número de acusações formais contra personagens sob investigação pela força-tarefa. Até o momento, foram repatriados R$ 659 milhões de contas no exterior, segundo o mais recente balanço da operação. Desse total, cerca de US$ 100 milhões só com o ex-gerente da estatal petroleira Pedro Barusco. O coordenador da força-tarefa, o procurador da República Deltan Dallagnol, afirmou que os valores ainda são baixos. “Podemos dizer que um número muito pequeno de contas mantidas ilegalmente no exterior por corruptos e corruptores veio ao Brasil”, disse. “Tem muita coisa por vir ainda.” A estratégia, segundo a Procuradoria, será ampliar parcerias com órgãos internacionais de investigações. Dallagnol citou como exemplo a bem-sucedida troca de informações com o Ministério Público da Suíça, que encontrou quatro contas no exterior do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A Lava Jato realizou 86 pedidos de cooperação internacional em 36 países. Desse total, há 77 pedidos de cooperação com 28 nações em vigor. Essas parcerias permitem, por exemplo, o bloqueio de...

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Mas, afinal de contas, Chico Buarque é ou não é um merda?

Mas, afinal de contas, Chico Buarque é ou não é um merda?Este texto vai responder à questão lembrando a obra de seu pai. Fernando Holiday, do Movimento Brasil Livre, também se pronuncia. Atenção! Quem primeiro chama o interlocutor de “merda” é o cantor; pior: fidalgo desde sempre, o filho de Sérgio Buarque exige credenciais de quem fala com ele. O pai diria que o comportamento de seu rebento é a cloaca moral do “homem cordial” de “Raízes do Brasil” Por: Reinaldo Azevedo 24/12/2015 às 5:25 Essa gente não quer mesmo que eu tire férias, né? Eita ano que não termina! E que não vai terminar. Só em 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff. Que virá! Vamos seguir. Será que Chico Buarque é um merda? Eu vou responder neste texto. Fernando Holiday, do Movimento Brasil Livre, se pronuncia num vídeo. Está a maior onda na Internet por causa de um pequeno bate-boca — muito menos grave do que gritaram os coelhinhos do Bambi — entre Chico Buarque, acompanhado de alguns amigos bêbados, e um grupo de rapazes que decidiu lhe fazer algumas cobranças políticas. Creio que todo mundo saiba já do que falo. Se não souber, segue aqui. Será que Chico Buarque é um merda? Em primeiro lugar, todos sabem, e o arquivo está aí, não endosso que pessoas sejam abordadas em restaurantes, bares ou lojas em razão de...

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Sanctions

Foreign Affairs Publishes Call to End Sanctions Against Russia Gilbert Doctorow Tue., Jan. 5, 2016 The trusted bullhorn of the Establishment calls for unilaterally lifting sanctions against Russia. This advice surely will set off alarms within the Beltway. I have to hand it to Gideon Rose and his editorial board at Foreign Affairs for moving the real professional skills of the America’s flagship magazine on international relations from foreign to domestic studies. The latest, January-February 2016 issue of FA carries a set of first rate articles devoted to the theme ‘Inequality. What Causes It. Why It Matters. What Can Be Done.’ The center of attention is, of course, inequality in the U.S. of A. The last such block-buster issue at which America specialists could strut their stuff was the September-October 2014 issue, which carried the banner “SEE AMERICA. Land of Decay and Dysfunction.” Both issues have earned my special attention because they also carry important, iconoclastic messages about Russia. The 2014 issue was host to John Mearsheimer’s “Why the Ukraine Crisis is the West’s Fault.” This top drawer essay caused dyspeptic fits within the Beltway and a lively debate in the follow-on issue of the magazine. The newest issue of FA, however, points to a significant drop-off of professionalism in the Russia-related essays for which Rose and his colleagues on the editorial board of the magazine bear direct responsibility....

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The Deep State

Controlled by shadow government: Mike Lofgren reveals how top U.S. officials are at the mercy of the “deep state”   A corrupt network of wealthy elites has hijacked our government, ex-GOP staffer and best-selling author tells Salon   Elias Isquith 05/01/2016   One of the predominant themes of the 2016 presidential campaign thus far — and one that is unlikely to lose significance once the primaries give way to the general election — is the American people’s exasperation with a political system they see as corrupt, self-serving, disingenuous and out of touch. It is not an especially partisan or ideological sentiment; you can just as easily find it among supporters of Sen. Bernie Sanders as among fans of Donald Trump. You can even find those who support paragons of the status quo, like Hillary Clinton or Jeb Bush, making similar complaints. It’s about as close to a consensus position as you’re likely to find nowadays in American politics. Yet despite the widespread agreement that something is seriously wrong with democracy in the U.S., there’s much less of a consensus as to what that something is — and, crucially, how to fix it. The answers Bernie Sanders offers, for example, are not exactly the same as those proffered by Donald Trump. Is the problem too much government? Not enough government? Too much immigration? Not enough immigration? Too much taxing and regulating? Not enough taxing and regulating? Our lack of a...

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